ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

08/08/09

CINEMA WORKSHOP, com Matt Cimber - Pátio de Letras - 15 Agostto

A ALGARVE FILM COMMISSION organiza no próximo sábado, 15 de Agosto, a partir das 15h, no Pátio das Letras, em FARO, a CINEMA WORKSHOP c/ MATT CIMBER, animada por este realizador baseado em Hollywood e consultor do Projecto "Picture Portugal":.
O objectivo da iniciativa é identificar os participantes com a estrutura organizativa e as diferentes funções profissionais envolvidas numa Produção, com a perspectiva de se integrarem em futuros projectos que sejam filmados na Região.
Durante o workshop, que será integralmente conduzido em inglês, Matt Cimber irá abordar, entre outros aspectos:
- A hierarquia na Produção de um filme
- As Chefias (Key People)
- As Equipas Locais (Local Crew)
A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia (max. 25 participantes).
Para participar, deverão solicitar a ficha de inscrição para o email info@algarvefilm.com

(opatio@bar manter-se-á aberto ao público e em normal funcionamento durante o workshop)

07/08/09

Amanhã, sábado, 22h, no Pátio de Letras

00Fleming em destaque no "gps" da Sábado

Livros
007 Fleming
«Em 1941, recém-chegado a Lisboa, um oficial da marinha britânica colocado nos serviços secretos instalou-se no Hotel Aviz.
Mais tarde, mudou-se para o Palácio, no Estoril. Parecia ser apenas mais um dos muitos que fizeram de Lisboa um ninho de espiões durante a Segunda Guerra. Mas quando, 12 anos depois, lançou o livro Casino Royale, Ian Lancaster Fleming tornou-se um dos mestres da literatura do género. José António Barreiros tenta decifrar o lado menos conhecido do autor: a relação com as mulheres, a cultura e a sua vida secreta.

Autor: José António Barreiros
Editora: O Mundo em Gavetas
Preço: € 10 »
*
saber mais sobre o livro aqui.

No Pátio de Letras: vendido em Pack, por 10 €, com o livro "Ostro - uma aventura na Praia dos Coelhos", do mesmo autor.
O espião "Ostro" – o checo Paul Georg Fidrmuc – residiu no Estoril, tendo como capa “actividade comercial, em Lisboa”, numa empresa de importação-exportação. Neste livro relatam-se e ilustram-se as circunstâncias e alguns aspectos da vida de um espião alemão que passou por Setúbal, onde, na Praia dos Coelhos, a 24 de Agosto de 1943, teve acesso a “registos confidenciais de que seria portador o embaixador britânico em Lisboa, sir Ronald Campbell, que com ele coincidiu naquele local e data”.

Outros livros de José António Barreiros vendidos no Pátio de Letras a preços especiais (para saber mais clicar nos nomes dos livros):




(nos livros sem desconto pagamos os portes de correio para o continente )

Cinema iraniano - hoje, 22h, no Pátio de Letras

"O Quadro negro" de Samira Makhmalbaf - ano 2000, 85 minutos

saber mais sobre este filme (e os que serão exibidos todas as 6ªs f. de Agosto, no Pátio de Letras - ciclo de cinema iraniano), aqui.

(org. Cineclube de Faro, com o Pátio de Letras)

04/08/09

Inauguração de exposição fotográfica e debate

5ª f 6 Agosto, 22h00, no Pátio de Letras

O Movimento Democrático de Mulheres – Núcleo de Faro, vai Inaugurar no dia 6 de Agosto (Quinta-feira) pelas 21h30, uma Exposição Fotográfica “Olhar Feminino sobre as Mulheres do Sahara Ocidental”, de Helena Costa e Inês Seixas, seguida de Debate.

A Exposição estará aberta ao público até 31 de Agosto, no Espaço de Memória/Pátio de Letras (entrada junto ao bar da esplanada)

(para ler/visualizar o texto, clicar na imagem)


03/08/09

Moleskine em Faro: só no Pátio de Letras


(a partir da 2ª quinzena de Agosto teremos oferta mais diversificada do que a actual; para ver o o catálogo - pode encomendar-nos o que quiser se não o tivermos na livraria -clicar aqui)

01/08/09

Hoje, sábado 1 Agosto, 22h


Novidades editoriais - alguns destaques

BURROS
(depois de O Livro Inclinado e de O Rapaz que Comia Livros, mais uma pura delícia para miúdos e graúdos, da Orfeu Negro)


GRANDES MOMENTOS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, de STEFAN ZWEIG (Esfera dos Livros)

CIDADANIA EM CONFRONTO - EDUCAÇÃO DE JOVENS ELITES EM TEMPO DE GLOBALIZAÇÃO, de EUNICE MACEDO (Legis)

EXISTE DEUS? Um Confronto Sobre Verdade, Fé e Ateísmo, de Paolo Flores d'Arcais, Joseph Ratzinger (Pedra Angular)

DORMIR NU É ECOLÓGICO, de Vanessa Farquharson (Presença)
("resultante da compilação das reflexões da autora ao longo de um ano, esta obra mostra que é possível apagar a nossa pegada ecológica através de pequenos gestos quotidianos. Um valioso contributo para o respeito e a protecção do meio ambiente." - info da editora)

A RAPARIGA QUE SABIA LER, de Frances Hardinge (Presença)
(obra de estreia da autora, esta é uma história mágica sobre o poder inspirador dos livros para a construção de um mundo melhor.«Sem dúvida, um dos melhores livros do ano.» Publishing News. - info da Editora)

PARALELO 42, de John dos Passos
(Paralelo 42 é o 1º volume da trilogia U. S. A. que celebrizou o autor como um dos maiores escritores norte-americanos do séc. XX. Uma obra grandiosa que relata a história de vida de 5 personagens nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial. «Sem dúvida, o maior romance escrito nos Estados Unidos nos últimos cem anos.» Norman Mailler. - info da Editora)

O PEQUENO LIVRO DAS BOAS MANEIRAS (Presença)

Mais revistas no Pátio de Letras


Philosophica


Cadernos de Filosofia

Artistas Unidos

(também em Julho: novo nº da Obscena e a Jazz.Pt)


Todas as revistas recebidas no Pátio de Letras: ver na lateral do blog

31/07/09

Bons livros a preços de..."silly season"


De entre muitas outras editoras com livros em promoção, esta 1ª semana destacamos:

PÉRIPLO, de Miguel Portas: 10% desconto

e





29/07/09

"Património algarvio em risco"

De novo a propósito da Sé de Faro:

Excertos da coluna de opinião "Tribuna Livre" (O Barlavento, 25 de Julho de 2009), subscrita pelo
Arquitecto paisagista Fernando Pessoa.

«O Fernando Grade, cujos méritos de artista são bem conhecidos, alertou há dias para os atentados à integridade da Sé de Faro, perpetrados pelas obras de restauro que ali têm sido efectuadas.

Fiquei perplexo, como todos quantos o ouviram , ao saber que não houve um projecto de restauro elaborado por especialistas qualificados, como seria minimamente aceitável, para avançar com as obras; daí estarão a resultar adulterações e graves atropelos, sendo mais gritante, para um leigo, o uso de rebocos de cimento.

Neste caso como em outros, revela-se bem a falta de consciência de todas as Entidades que têm a ver com o património e a impunidade com que se continuam a cometer acções lesivas dos valores mais notáveis da cultura algarvia, o que já seria injustificável mesmo numa dessas repúblicas das bananas, mas que é absolutamente intolerável num país que, pertence à UE e que sendo riquíssimo em termos de património, se revela paupérrimo em termos do nível cultural de dirigentes, responsáveis e gestores ( públicos e privados).

Recorrer a especialistas – que os há muito competentes – não parece ser regra.

Mas património não diz respeito apenas, como parece que muita gente ainda pensa, aos monumentos e edifícios notáveis; um monumento não vale só por si, mas também por todo o tecido construído que o envolve.
(...)
A pouco e pouco o Algarve, com um l ou com dois l, vai sofrendo intervenções descaracterizadoras e empobrecedoras do seu património.
Seriam precisas muitas páginas para contar tudo o que se tem feito – e continua a fazer – por aí, pondo em risco, muitas vezes de forma irreversível, o património do Algarve.
(...)
Confio que daqui a algumas gerações, com outro entendimento e outra cultura geral que falta, hoje, à maioria dos decisores, elas façam desta geração o juízo condenatório que ela merece; e que naquilo que ainda vier a ser possível venham a corrigir os actos de incompetência, primarismo, ganância e estúpida auto-suficiência que caracteriza muito dos manda-chuvas destas décadas.»

28/07/09



(clicar na imagem para visualizar melhor)

Teresa Muge no Patio@Bar - 5ª f 30, 22h

"Cantigas à moda da Teresa" - música tradicional Portuguesa cantado por Teresa Muge, membro do Grupo músical tradicional do Algarve as "Moçoilas

"As cantigas da Teresa são de amor e de humor, sendo a ternura a tonalidade principal.
Iniciou a sua carreira nas Irmãs Muge, em Moçambique que facilmente se tornaram duas das vozes mais apreciadas da África de outros tempos...
Numa das cambalhotas da vida veio até Portugal e tornou o Porto a sua Nação e o Alentejo a sua Alma, mas foi o Algarve que a “amarrou”. Das muitas colaborações que teve em muitos grupos e movimentos ao longo deste percurso até aqui, hoje é uma das Moçoilas mais traquinas e põe a sua voz em todas as grandes causas enquanto faz da vida com verdade, a sua causa.

Irá preencher-nos com cantigas de variados universos espácio-temporais, autorais, políticos, estéticos, afectivos... (Teresa Muge, Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Amélia Muge, Zé Mário Branco, Jorge Palma, Amália, Brel, Juan Manuel Serrat, Ricardo Cocciante...), tecidas num tear posto à moda de quem, cantando, as devolve à sua pluriversidade original".

27/07/09

SALVEM A SÉ DE FARO!

No passado dia 18 de Julho, no Pátio de Letras, Fernando Silva Grade, demonstrando um aprofundado conhecimento da temática da reabilitação do património edificado, fez uma apresentação, apoiada em imagens bem elucidativas, sobre que obras foram feitas, com que materiais foram feitas e como desrespeitaram a traça e história arquitectónica da Sé, emblemático monumento de Faro e do Algarve.
Tais obras, efectuadas sem qualquer projecto, foram finalmente interrompidas (até que o haja), graças ao empenhamento do Fernando Silva Grade nesta causa.

Contudo, relativamente ao que já foi feito/estragado, não há sequer a promessa de rever a situação... por isso, ali mesmo durante o debate, surgiu a ideia de fazer e colocar em subscrição uma PETIÇÃO de CIDADÃOS com a finalidade de sensibilizar quem de direito para a necessidade de reavaliar e alterar o que foi (mal) feito.

O Fernando e o Alfredo Franco deram já início ao processo: a petição já está on line e para a ler, ver quem já a subscreveu, assinar também e reencaminhar aos seus amigos basta clicar aqui.
Criaram também um blog (onde também podce aceder á petição)

Eu já assinei e exorto-o/a a apoiar esta acção de cidadania assinando também.

ler e respirar 9

Um dos melhores meses de Agosto dos últimos anos, passei-o a ler em trabalho. Explico-me: um editor amigo, sabedor de alguma das minhas manias e idiosincrasias literárias propõs-me que lesse uma tradução, pagando-me para o efeito uma soma bastante agradável.

Terá sido a primeira vez que ler foi, para mim, um trabalho pago. Munido, portanto, de uma edição castelhana, de altíssima qualidade, agarrei-me á tradução do “Quixote” e com dois marcadores, um azul e outro vermelho, mudei-me para as Rias Bajas, onde consumi doses excessivas de pimentos do Padrão (uns picam outros não!), ensaladilla, peixe grelhado, mexilhões ao natural, muitas saladas, mais mexilhões, variadas espécies de outros mariscos, empanada, bacalhau á biscaínha (na Galiza!), paellas e arroces divinos, mexilhões de novo, enfim, uma orgia a que só faltaram, por razões evidentes, o porquinho e todos os seus derivados. O porco, um dos grandes totens da península, a par do touro, não faz boa companhia no Verão. Nem o famoso “lacón con grelos” comida invernosa por excelência.

Portanto, o quixote. Pela décima ou décima primeira vez, desde uma ediçãozinha para crianças até á saborida tradução-traição de Aquilino. Anotando imperfeições, formas verbais, irritando-me com alguns arcaísmos que, na minha modesta opinião, mereceriam um liftinga actualizador, mas enfim. Li e reli. Passei nisso tardes inteiras á beira-água, comovendo-me com as desventuras do cavaleiro, com a bonomia de Sancho, com a ingratidão dos presos que o fidalgo liberta, com a sólida toleima dos paisanos da Mancha que vêem moínhos onde porventura há gigantes.

Leitores, sei bem, que o entusiasmo é mau conselheiro. Que deveria antes usar um argumentário erudito para dizer por que é que se deve ler o quixote. Deve? Tolice. Não se deve ler nada excepto, eventualmente, a literatura inclusa nos pacotes de medicamentos. Ler é um prazer, uma viagem à bolina, uma segunda vida, um momento de evasão, nunca um dever.

Este cavaleiro da triste figura cavalga desde há quatrocentos anos! Ainda nem tinha secado a tinta da primeira impressão e já estava a ser traduzido em inglês, francês, alemão. Apareceu logo uma segunda parte falsa que o próprio Cervantes teve de combater publicando também ele uma continuação da aventura. Afortunadamente!

O resultado aí está. A liberdade que avança pels caminhos da Mancha até um ponto difícil de encontrar. Ou fácil. Basta, para isso, ler o livro. E agradecer-me, depois, o conselho. Ou, melhor: nem é preciso. Os leitores, os verdadeiros, trocam estas dicas só pelo gozo. Que começa assim: “num lugar da Mancha, de cujo nome, não quero lembrar-me……”

* o escriba retira-se por algum tempo para as rias onde repetirá não a leitura mas os excessos gastronómicos que referiu aí em cima. Boas férias, boas leituras.