(opatio@bar manter-se-á aberto ao público e em normal funcionamento durante o workshop)
ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas
AGENDA
08/08/09
CINEMA WORKSHOP, com Matt Cimber - Pátio de Letras - 15 Agostto
(opatio@bar manter-se-á aberto ao público e em normal funcionamento durante o workshop)
07/08/09
00Fleming em destaque no "gps" da Sábado
Mais tarde, mudou-se para o Palácio, no Estoril. Parecia ser apenas mais um dos muitos que fizeram de Lisboa um ninho de espiões durante a Segunda Guerra. Mas quando, 12 anos depois, lançou o livro Casino Royale, Ian Lancaster Fleming tornou-se um dos mestres da literatura do género. José António Barreiros tenta decifrar o lado menos conhecido do autor: a relação com as mulheres, a cultura e a sua vida secreta.
Autor: José António Barreiros
Editora: O Mundo em Gavetas
Preço: € 10 »
Outros livros de José António Barreiros vendidos no Pátio de Letras a preços especiais (para saber mais clicar nos nomes dos livros):
Cinema iraniano - hoje, 22h, no Pátio de Letras
saber mais sobre este filme (e os que serão exibidos todas as 6ªs f. de Agosto, no Pátio de Letras - ciclo de cinema iraniano), aqui.
(org. Cineclube de Faro, com o Pátio de Letras)
04/08/09
Inauguração de exposição fotográfica e debate5ª f 6 Agosto, 22h00, no Pátio de Letras
A Exposição estará aberta ao público até 31 de Agosto, no Espaço de Memória/Pátio de Letras (entrada junto ao bar da esplanada)
03/08/09
Moleskine em Faro: só no Pátio de Letras
01/08/09
Novidades editoriais - alguns destaques
(depois de O Livro Inclinado e de O Rapaz que Comia Livros, mais uma pura delícia para miúdos e graúdos, da Orfeu Negro)

CIDADANIA EM CONFRONTO - EDUCAÇÃO DE JOVENS ELITES EM TEMPO DE GLOBALIZAÇÃO, de EUNICE MACEDO (Legis)
EXISTE DEUS? Um Confronto Sobre Verdade, Fé e Ateísmo, de Paolo Flores d'Arcais, Joseph Ratzinger (Pedra Angular)
DORMIR NU É ECOLÓGICO, de Vanessa Farquharson (Presença)
("resultante da compilação das reflexões da autora ao longo de um ano, esta obra mostra que é possível apagar a nossa pegada ecológica através de pequenos gestos quotidianos. Um valioso contributo para o respeito e a protecção do meio ambiente." - info da editora)
A RAPARIGA QUE SABIA LER, de Frances Hardinge (Presença)
(obra de estreia da autora, esta é uma história mágica sobre o poder inspirador dos livros para a construção de um mundo melhor.«Sem dúvida, um dos melhores livros do ano.» Publishing News. - info da Editora)
PARALELO 42, de John dos Passos
(Paralelo 42 é o 1º volume da trilogia U. S. A. que celebrizou o autor como um dos maiores escritores norte-americanos do séc. XX. Uma obra grandiosa que relata a história de vida de 5 personagens nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial. «Sem dúvida, o maior romance escrito nos Estados Unidos nos últimos cem anos.» Norman Mailler. - info da Editora)
O PEQUENO LIVRO DAS BOAS MANEIRAS (Presença)
Mais revistas no Pátio de Letras
Philosophica
Cadernos de Filosofia
Artistas Unidos
(também em Julho: novo nº da Obscena e a Jazz.Pt)
Todas as revistas recebidas no Pátio de Letras: ver na lateral do blog
31/07/09
Bons livros a preços de..."silly season"
29/07/09
"Património algarvio em risco"
Excertos da coluna de opinião "Tribuna Livre" (O Barlavento, 25 de Julho de 2009), subscrita pelo Arquitecto paisagista Fernando Pessoa.
«O Fernando Grade, cujos méritos de artista são bem conhecidos, alertou há dias para os atentados à integridade da Sé de Faro, perpetrados pelas obras de restauro que ali têm sido efectuadas.
Fiquei perplexo, como todos quantos o ouviram , ao saber que não houve um projecto de restauro elaborado por especialistas qualificados, como seria minimamente aceitável, para avançar com as obras; daí estarão a resultar adulterações e graves atropelos, sendo mais gritante, para um leigo, o uso de rebocos de cimento.
Neste caso como em outros, revela-se bem a falta de consciência de todas as Entidades que têm a ver com o património e a impunidade com que se continuam a cometer acções lesivas dos valores mais notáveis da cultura algarvia, o que já seria injustificável mesmo numa dessas repúblicas das bananas, mas que é absolutamente intolerável num país que, pertence à UE e que sendo riquíssimo em termos de património, se revela paupérrimo em termos do nível cultural de dirigentes, responsáveis e gestores ( públicos e privados).
Recorrer a especialistas – que os há muito competentes – não parece ser regra.
Mas património não diz respeito apenas, como parece que muita gente ainda pensa, aos monumentos e edifícios notáveis; um monumento não vale só por si, mas também por todo o tecido construído que o envolve.
(...)
A pouco e pouco o Algarve, com um l ou com dois l, vai sofrendo intervenções descaracterizadoras e empobrecedoras do seu património.
Seriam precisas muitas páginas para contar tudo o que se tem feito – e continua a fazer – por aí, pondo em risco, muitas vezes de forma irreversível, o património do Algarve.
(...)
Confio que daqui a algumas gerações, com outro entendimento e outra cultura geral que falta, hoje, à maioria dos decisores, elas façam desta geração o juízo condenatório que ela merece; e que naquilo que ainda vier a ser possível venham a corrigir os actos de incompetência, primarismo, ganância e estúpida auto-suficiência que caracteriza muito dos manda-chuvas destas décadas.»
28/07/09
Teresa Muge no Patio@Bar - 5ª f 30, 22h
"As cantigas da Teresa são de amor e de humor, sendo a ternura a tonalidade principal.
Iniciou a sua carreira nas Irmãs Muge, em Moçambique que facilmente se tornaram duas das vozes mais apreciadas da África de outros tempos...
Numa das cambalhotas da vida veio até Portugal e tornou o Porto a sua Nação e o Alentejo a sua Alma, mas foi o Algarve que a “amarrou”. Das muitas colaborações que teve em muitos grupos e movimentos ao longo deste percurso até aqui, hoje é uma das Moçoilas mais traquinas e põe a sua voz em todas as grandes causas enquanto faz da vida com verdade, a sua causa.
Irá preencher-nos com cantigas de variados universos espácio-temporais, autorais, políticos, estéticos, afectivos... (Teresa Muge, Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Amélia Muge, Zé Mário Branco, Jorge Palma, Amália, Brel, Juan Manuel Serrat, Ricardo Cocciante...), tecidas num tear posto à moda de quem, cantando, as devolve à sua pluriversidade original".
27/07/09
SALVEM A SÉ DE FARO!
No passado dia 18 de Julho, no Pátio de Letras, Fernando Silva Grade, demonstrando um aprofundado conhecimento da temática da reabilitação do património edificado, fez uma apresentação, apoiada em imagens bem elucidativas, sobre que obras foram feitas, com que materiais foram feitas e como desrespeitaram a traça e história arquitectónica da Sé, emblemático monumento de Faro e do Algarve.Contudo, relativamente ao que já foi feito/estragado, não há sequer a promessa de rever a situação... por isso, ali mesmo durante o debate, surgiu a ideia de fazer e colocar em subscrição uma PETIÇÃO de CIDADÃOS com a finalidade de sensibilizar quem de direito para a necessidade de reavaliar e alterar o que foi (mal) feito.
Criaram também um blog (onde também podce aceder á petição)
Eu já assinei e exorto-o/a a apoiar esta acção de cidadania assinando também.
ler e respirar 9
Um dos melhores meses de Agosto dos últimos anos, passei-o a ler em trabalho. Explico-me: um editor amigo, sabedor de alguma das minhas manias e idiosincrasias literárias propõs-me que lesse uma tradução, pagando-me para o efeito uma soma bastante agradável.
Terá sido a primeira vez que ler foi, para mim, um trabalho pago. Munido, portanto, de uma edição castelhana, de altíssima qualidade, agarrei-me á tradução do “Quixote” e com dois marcadores, um azul e outro vermelho, mudei-me para as Rias Bajas, onde consumi doses excessivas de pimentos do Padrão (uns picam outros não!), ensaladilla, peixe grelhado, mexilhões ao natural, muitas saladas, mais mexilhões, variadas espécies de outros mariscos, empanada, bacalhau á biscaínha (na Galiza!), paellas e arroces divinos, mexilhões de novo, enfim, uma orgia a que só faltaram, por razões evidentes, o porquinho e todos os seus derivados. O porco, um dos grandes totens da península, a par do touro, não faz boa companhia no Verão. Nem o famoso “lacón con grelos” comida invernosa por excelência.
Portanto, o quixote. Pela décima ou décima primeira vez, desde uma ediçãozinha para crianças até á saborida tradução-traição de Aquilino. Anotando imperfeições, formas verbais, irritando-me com alguns arcaísmos que, na minha modesta opinião, mereceriam um liftinga actualizador, mas enfim. Li e reli. Passei nisso tardes inteiras á beira-água, comovendo-me com as desventuras do cavaleiro, com a bonomia de Sancho, com a ingratidão dos presos que o fidalgo liberta, com a sólida toleima dos paisanos da Mancha que vêem moínhos onde porventura há gigantes.
Leitores, sei bem, que o entusiasmo é mau conselheiro. Que deveria antes usar um argumentário erudito para dizer por que é que se deve ler o quixote. Deve? Tolice. Não se deve ler nada excepto, eventualmente, a literatura inclusa nos pacotes de medicamentos. Ler é um prazer, uma viagem à bolina, uma segunda vida, um momento de evasão, nunca um dever.
Este cavaleiro da triste figura cavalga desde há quatrocentos anos! Ainda nem tinha secado a tinta da primeira impressão e já estava a ser traduzido em inglês, francês, alemão. Apareceu logo uma segunda parte falsa que o próprio Cervantes teve de combater publicando também ele uma continuação da aventura. Afortunadamente!
O resultado aí está. A liberdade que avança pels caminhos da Mancha até um ponto difícil de encontrar. Ou fácil. Basta, para isso, ler o livro. E agradecer-me, depois, o conselho. Ou, melhor: nem é preciso. Os leitores, os verdadeiros, trocam estas dicas só pelo gozo. Que começa assim: “num lugar da Mancha, de cujo nome, não quero lembrar-me……”







