ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

02/07/13

Destaque "O Meu Programa de Governo"















O MEU PROGRAMA DE GOVERNO
José Gomes Ferreira

O livro que mostra que há soluções para sair da crise e o que devemos fazer para evitar a repetição dos erros do passado. Um conjunto de propostas de renovação, não certamente exaustiva, mas com um grau de pormenor suficiente para convidar a reflectir quem tem os vários poderes de decisão, politico, económico, social, cultural e para promover as mudanças de fundo de que Portugal precisa.

Livros D’Hoje, 16.60€

PROSPERIDADE SEM CRESCIMENTO
Economia Para um Planeta Finito
Tim Jackson

Este livro foi primeiro publicado em 2009 e colocou em linhas claras um debate de importância vital: para vivermos bem, para sermos “prósperos”, será realmente necessário que haja crescimento económico? A resposta de Jackson é taxativa: não.

Tinta da China, 17€

Campanhas


Autor da quinzena: Elizabeth Adler


Novidades editoriais





















INTRIGA EM MONTE CARLO
Elizabeth Adler

Sunny Alvarez está farta de amar um homem que não se quer comprometer e o desejo de se afastar de tudo é mais forte do que nunca. Em Monte Carlo, espera encontrar descanso e tranquilidade; mas é apanhada numa teia de intrigas que envolvem uma série de roubos de joalharias elegantes. Uma perfeita gema e uma perfeita evasão.

Quinta Essência, 15.90€

A MORTE DO DIABO
Eça de Queirós

A opereta "A Morte do Diabo" mostra a expressão humorística dos seus autores, sobretudo de Eça de Queirós, numa faceta pouco conhecida, o verso cómico. Composta em 1869, foi descoberta no espólio do autor da música, Augusto Machado, na Biblioteca Nacional, numa partitura sem qualquer menção ao título nem aos autores.

Caminho, 16.90€

CONA D'ACO
João Malheiro

Com prefácio do maestro António Victorino d’Almeida, este romance conta a história das gentes de Vila do Poço, uma localidade ficcionada a norte de Portugal, que fervilha nos anos pré e pós-Revolução dos Cravos  e cujas noites terminam invariavelmente no bordel local, propriedade de Maria Modesta, conhecida por “Cona D’Aço”.

Quidnovi, 19.90€

ONDE ESTÃO AS CRIANÇAS?
Mary Higgins Clark

Nancy fugiu ao sofrimento do seu primeiro casamento, à morte macabra dos dois filhos pequenos, às histórias de capa dos jornais e às chocantes acusações feitas contra si. Mudou de nome, e foi viver para outro sítio. Agora, feliz com um novo marido e dois filhos, sente que pode por fim começar a acreditar em segundas oportunidades. Até que, uma manhã percebe que o pesadelo começou do novo…

Bertrand, 15.50€

HISTÓRIA DA MINHA VIDA
Giacomo Casanova

A primeira tradução portuguesa da autobiografia de Giacomo Casanova, uma obra-prima da literatura. A excelência da tradução e das notas de Pedro Tamen enriquecem esta primeira antologia em português da autobiografia do mais célebre aventureiro da História nma tradução que demorou cerca de dois anos a ser feita.

Divina Comédia, 29.90€

SINGELA PROPOSTA E OUTROS TEXTOS SATÍRICOS
Jonathan Swift
Conjunto de cinco ensaios satíricos, que viria a converter-se num modelo de sátiras políticas. Em todos eles, Swift, espicaçado por diferentes motivações, dá largas ao seu espírito mordaz, reflectindo sobre as fraquezas humanas.

Antígona, 13€

NO CANTO MAIS ESCURO
Elizabeth Haynes

Amazon Best Book of the Year 2011 e Amazon Rising Stars 2011. Um thriller psicológico soberbo, a história arrepiante de uma jovem independente e bem-sucedida, que se deixa envolver numa relação amorosa abusiva que se vai pervertendo ao ponto de colocar a sua própria vida em risco.

Presença, 18.90€

VAMOS LÁ ENTÃO PERCEBER AS MULHERES. MAS SÓ UM BOCADINHO…
Marta Gautier

Mais um livro atrevido e esclarecedor da psicóloga Marta Gautier, autora de "Não há Famílias Perfeitas" e "Gosto de ti Assim". Se é homem, vai, finalmente, poder perceber como são as mulheres (mas só um bocadinho…). Se é mulher, talvez conclua, com sensação de triunfo, que as mulheres são todas únicas (mas muito parecidas umas com as outras).

Objectiva, 14.30€

ELÉCTRICO 16
Filomena Marona Beja

A história de Helena que cresceu em Lisboa, num Portugal mergulhado na ditadura e envelhece, agora, num país em crise. Neste novo romance, Filomena Marona Beja descreve com grande mestria as diferenças e semelhanças do Portugal de ontem e de hoje. Autora vencedora do Grande Prémio de Literatura DST e do Grande Prémio de Romance e Novela da APE.

Divina Comédia, 16.90€

TRANS IBERIC LOVE
Raquel Freire

A história de uma paixão entre duas pessoas do século XXI, que questionam a identidade e a sua construção – identidade de género, identidade sexual, nacional, de classe e ideológica – e tentam viver no dia-a-dia esta revolução de comportamentos.

Divina Comédia, 17.50€

COMO DEIXAR DE SE PREOCUPAR E COMEÇAR A VIVER
Dale Carnegie

“Como Deixar de Se Preocupar e Começar a Viver”, publicado em 1948, tornou-se imediatamente um sucesso e viria a vender mais de 6 milhões de exemplares. Hoje permanece tão actual como há 65 anos. Se quer abraçar a vida, pare de se preocupar: este é o livro que o vai ajudar a alcançar o seu objectivo.

Lua de Papel, 15.50€

À AVENTURA COM HEMINGWAY
Michael Palin

Nesta fantástica mistura de aventura e literatura de viagens, Michael Palin, seguindo os passos de Hemingway, percorre as florestas do Michigan, os campos de batalha em Itália e da Guerra Civil de Espanha. Vai às largadas de touros em Pamplona, percorre os bares em Cuba e aventura-se na pesca à linha.

Bizâncio, 13.50€

DESTINO: SUL
Mateus Brandão

A vontade de partir para compreender melhor o nosso próprio lugar no mundo é um dos mais antigos desejos do ser humano. Por esta razão, Mateus Brandão despediu-se da família para se fazer ao caminho, iniciando uma corajosa odisseia para um viajante com a sua idade, que o levaria desde o Cabo Norte, na Noruega, ao Cabo Agulhas, na África do Sul.

Parsifal, 14€

SEGREDOS DA DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA
Alexandra Marques

Que segredos poderão ser revelados sobre a descolonização de Angola? O que terá sido discutido na ilha do Sal (em Setembro de 1974) entre Spínola e Mobutu sobre as condições de transferência do Poder para a FNLA? Qual o papel de Mário Soares enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros? Qual a razão do conflito entre a Coordenadora do Programa do MFA para Angola e o Alto Comissário Silva Cardoso?

D. Quixote, 22.90€

O PODER ANGOLANO EM PORTUGAL
Celso Filipe

Neste livro fundamental traça-se a evolução política e económica de Angola após o fim da guerra civil, em 2002, e define-se com rigor e isenção quem detém o Poder no complexo sistema político angolano. Depois, mostra como os angolanos estabeleceram Portugal como alvo estratégico de investimento, e quantifica essa presença na economia e na sociedade portuguesas.

Planeta, 12.50€

COMO MENTIR COM A ESTATÍSTICA
Darrell Huff

Hoje como ontem a estatística continua a ser levianamente evocada por tudo e por nada, a propósito e a despropósito, muitas vezes para justificar o injustificável. E só um cidadão com cultura científica pode estar prevenido para os erros e abusos cometidos em nome da ciência.

Gradiva, 13.50€

Novidades infanto-juvenis






A HISTÓRIA DO PLANETA TERRA
Abigail Wheatley

Ao longo da sua extraordinária história, o planeta Terra continuou em mudança. Este livro segue a sua impressionante transformação desde uma minúscula partícula de poeira estelar até um planeta cheio de vida. No desenrolar da história, colisões de asteróides catastróficas e continentes em movimento dão lugar a insectos gigantes, dinossáurios ferozes e aos primeiros hominídeos.

Texto, 12.50€

O DIÁRIO SECRETO DE ADRIAN MOLE AOS 13 ANOS E ¾
Sue Townsend

No seu diário secreto, o adolescente mais famoso da Grã-Bretanha conta com uma honestidade desarmante os pormenores da sua existência sofrida, desde as borbulhas que irrompem sempre nos piores momentos, às crises matrimoniais dos seus pais e ao amor não correspondido por Pandora. Hilariante e enternecedor.

Presença, 12.90€

STARDRAGON
Moira Butterfield

Alfie descobre a magia quando Stardragon cai no seu colo, inesperadamente. Um gatinho muito invulgar, que se transforma num dragão sempre que se assusta ou é surpreendido, Stardragon prepara-se para mostrar a Alfie que há magia em todo o lado! 

Far Far Away, 11.99€

POESIA PARA TODO O ANO
Luísa Ducla Soares

Esta antologia, dirigida especialmente a crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, é certamente uma bela iniciação à poesia e constitui um apoio para professores e encarregados de educação. Inclui poemas de todos os livros presentes nas Metas Curriculares de Português para este nível de ensino e muitos dos que figuram no Plano Nacional de Leitura.

Porto Editora, 14.90€

30/06/13

João Aguiar, do canto dos fantasmas ao jardim das delícias


«Eu, súbdito feliz da Europa Federada, recebo todos os dias o recado subliminar: “Alegra-te, cidadão, que estás no melhor dos mundos. Tens a Federação e a prosperidade; estás, enfim, no Jardim das Delícias. Agora goza-o, paga os impostos, olha para o ecrã de televisão e não chateies”».
João Aguiar, O jardim das delícias (2005)
São curiosas as voltas e reviravoltas que certos textos dão até chegarem à sua forma definitiva. Um deles foi idealizado por João Aguiar e inserido na coletânea de contos O canto dos fantasmas (1990). Dava pelo nome auspicioso de «Enfim, o paraíso» e ocupava a última posição duma viagem de sete jornadas ao país dos fantasmas, espíritos inquietos que escapam aos estereótipos dos sudários, correntes, gemidos e negrumes espetrais, para se aproximarem do universo das obsessões humanas que habitam o nosso imaginário individual e coletivo. Por essas datas, as assombrações dos tempos coloniais africanos ainda habitavam a memória do cantador de histórias e da de muitos dos seus ouvintes mais atentos. No horizonte perfilavam-se já outras promessas edénicas ancoradas no velho continente, então entendido como o melhor dos mundos. O rapsodo assenta arraiais numa associação federada de estados, concretizada numa fase futura possível do mundo real presente, mas desprovida de todas as miragens idílicas acalentadas no passado. O sonho da eutopia imerge e o pesadelo da distopia emerge. 

O percurso acidentado desta antevisão pessimista de espaços-tempos ficcionados instala-se quando, nove anos depois, a segunda edição revista do texto juntava ao grupo das historietas meio fictícias / meio factuais iniciais outros modos de divertimento puro ou de fantasia ingénua e inocente, privando-a, porém, da companhia indesejada desse el dorado apetecido com nome de paraíso. O contista excluíra-o da estrutura remodelada da escrita por não se integrar na lógica do livro ou por ter obedecido a um impulso inexplicável para a razão. O leitor até pode discordar do autor mas a decisão final do ato criativo está sempre nas mãos do artífice que dá vida à obra. O conto é devolvido ao convívio do público em tiragem autónoma e convertido em novela/romance, com o título alternativo de O jardim das delícias (2005), inspirado no tríptico homónimo de Hieronymus Bosch hospedado no museu do Prado, explicitado no corpo do relato e decalcado na capa do volume impresso que a aloja. Um regresso há muito esperado, ampliado com algumas páginas preludiais dos factos compostos em três andamentos musicais (adagio – andante – allegro vivace) e submetido algumas adaptações discursivas pouco pertinentes para a sua perceção global. A partitura terá ganho em quantidade mas perdeu decididamente em qualidade. 

Anuladas as diferenças forjadas nas duas variantes de trajeto, a breve e a longa, o fio condutor comum desenha-nos uma crónica exemplar de antecipação política, erigida numa federação europeia moribunda, colocada entre o Jardim do Éden descrito no Génesis e o Juízo Final previsto no Apocalipse de São João, um aviso claro de como as euforias paradisíacas se podem transformar em disforias infernais. João Aguiar, nascido em Lisboa em 1943, licenciado em jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, elegeu Adriano Almeida | João Carlos como um alterego novelesco privilegiado, apresentando-o como nascido em Lisboa em 1990 e ser um dos mais prestigiados redatores do jornal Eurovox. A fama advinha do facto de ter sido o primeiro jornalista a visitar o satélite natural da Terra em 2012-2013, onde efetuara uma reportagem sobre o início da Estação Lunar 1. A ação do conto situava-se entre 10 e 17 de julho de 2032, uma quarta-feira (dia de Mercúrio, o deus da comunicação) e uma terça-feira (dia de Marte, o deus da guerra), narrando-nos, premonitoriamente, a última semana da FE, criada em 2010 e herdeira remota da CECA-CEE-UE. 

Em termos literários, a fábula pode ser entendida como uma espécie de ficção científica atualizada, onde o 4.º Poder dos mass media nos alerta para o perigo de a idade democrática, aberta com a queda da Bastilha em 1789, dar lugar à idade caótica, viabilizada com a queda do muro de Berlim em 1989. Dois séculos decisivos de mutação dum liberalismo militante num neoliberalismo triunfante. À distância duma geração, a catástrofe prevista pelo vidente nunca esteve tão perto de se realizar. Basta estar atento aos noticiários diários difundidos por jornais, rádios e televisões. As manifestações de descontentamento grassam um pouco por todo o lado. A distância cavada entre os diversos parceiros da Europa das regiões e subregiões, estados-nação e estados de nações, dos países federados, confederados e unitários não deixa de crescer. As bombas e petardos ouvem-se dentro e fora da ficção. A sociedade do bem-estar periga. O canto dos fantasmas prospera e o jardim das delícias definha. Reguemo-lo, antes que se transmude num vasto vergel ressequido ou canteiro sem flores…

25/06/13

Sáb. 29, 18h00: Ap. do novo livro de Eduardo Cintra Torres "A Multidão e a Televisão"




















A Livraria Pátio de Letras recebe no sábado ao fim da tarde (29 de Junho às 18h) a apresentação do novo livro do sociólogo e crítico de televisão Eduardo Cintra Torres, A Multidão e a Televisão. A obra será apresentada por Vítor Reia-Baptista, Professor Coordenador na Escola Superior de Educação e Comunicação da UAlg.

A Multidão e a Televisão , ed. UCE, propõe uma viagem ao centro da teoria da multidão, que ocupou desde sempre um lugar no pensamento político-social, mas não originou paradigmas consistentes, devido à diversidade de representações teóricas e ao seu carácter efémero. É um tema habitualmente à margem do núcleo de reflexão político-sociológica. 

Propondo-se colmatar esse vazio, o autor faz o levantamento crítico e fundamentado das teorias da multidão e analisa em detalhe representações multitudinárias na televisão, como os colectivos encenados nos estúdios de TV e, no espaço público, manifestações globais.

Eduardo Cintra Torres tem doutoramento em Sociologia pelo prestigiado Instituto de Ciências Sociais (Lisboa), é crítico de televisão e media no Público desde 1996 e de publicidade no Jornal de Negócios desde 2003, já escreveu vários livros e é docente de Estudos Televisivos e de Análise de Publicidade na Universidade Católica Portuguesa.