ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

16/06/10

"A Harpa e o Jazz" - Edmar Castaneda (sáb.19, 16h-19h)

"A Harpa e o Jazz" é o mote para uma masterclass inédita a cargo do virtuoso Edmar Castaneda.
Músico colombiano nascido em Bogotá e a trabalhar na Big Apple é considerado pelos seus pares como a mais exótica revelação no universo jazz.

Dia 19 de Junho de 2010 entre as 16 e as 19 horas a Associação Grémio das Músicas tem a honra de apresentar esta masterclass no Estúdio da ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve), Rua Cunha Matos, 23 em Faro.

mais informação AQUI

15/06/10

Festa da Boa Vontade - algarvios com iniciativa solidária

(...) «Essa grandeza que nos interpela a fazer alguma coisa marcante, a correr o risco de querer fazer algo diferente, a puxar por todo o nosso engenho colectivo para concretizar uma ideia, que queremos bela. Não depende só de nós, mas de todos quantos a partir daqui queiram vir connosco.

Premiar um projecto, que se concretize na região. Um projecto de resultados duradouros, integrado num quadro institucional estável, concretizável num calendário rigoroso. Um projecto notável. Este ano queremos apoiar um projecto na área da educação, da saúde ou da solidariedade social.

O movimento já começou. Venham daí.»

«É com muita honra que a Comissão Organizadora da Festa da Boa Vontade anuncia que o número de candidaturas recebidas superou as nossas expectativas dando-nos a conhecer uma forte dinâmica social no Algarve. Conheça já a lista de Instituições que se candidataram, bem como a Comissão de Honra responsável pela selecção da candidatura vencedora que será revelada no Jantar da Boa Vontade a decorrer no dia 19 de Junho. » (na Fortaleza de Sagres)

Toda a informação em http://www.festadaboavontade.org/

Fernando Esteves Pinto: novo livro de poesia

"Área Afectada" - apresentação por Fernando Cabrita, na Biblioteca António Ramos Rosa, faro - 5ª f dia 17 às 21h30

do saber científico à cultura popular... este fim de semana no Pátio de Letras


03/06/10

João Aguiar, marketing, merchandising & media do priorado do cifrão

«Já agora ficas a saber: ele é pago para escrever produtos por encomenda, a que chamamos "livros" por simples facilidade de expressão.»
João Aguiar, O Priorado do Cifrão (2008)
Nunca li o The Da Vinci Code de Dan Brown. A minha aversão pelos best-sellers é antiga e persistente. Limitei-me a ver o filme. Sem grande entusiasmo. As frases bombásticas que acompanham as edições impressas dessas obras provocam-me uma urticária incurável. Já o disse várias vezes e volto a repeti-lo. João Aguiar parece partilhar a mesma opinião. Só que o faz de forma bem mais criativa nas páginas d’ O Priorado do Cifrão (2008), paródia bem humorada aos designados «romances teológicos» tão em voga hoje em dia, onde a «cultura de massas» impera inexoravelmente.

Os capítulos iniciais da ficção portuguesa conduzem-nos, abruptamente, ao ambiente peculiar do «mundo dos livros» de grande tiragem, todo ele feito por encomenda e à escala planetária. Centra-se no modelo americano referido e transforma-o no «The Caravaggio Papers» de «Ben Browning». A «teoria da conspiração», típica do género, desenvolve-se à sombra do misterioso «Priorado do Simão». As principais coordenadas do pastiche são evidentes. Depois, a trama narrativa envereda por outros percursos discursivos bem mais sinuosos do que os do mero fabrico eficiente de êxitos literários. O sucesso editorial é inegável, mas passageiro. A descoberta incessante de códigos/papéis perdidos, a proliferação de infalíveis fórmulas de deus, a exploração metódica desse filão esotérico, mais não são do que subterfúgios romanescos para denunciar algo de muito mais «assustador»: o aproveitamento da «crise em que a nossa sociedade está mergulhada até à ponta das orelhas…». O usufruto continuado da instabilidade criada, esse, está na mão de quem detém o poder, de quem manipula a informação, de quem engendra os cifrões.

Para entender melhor a mensagem de João Aguiar, haverá que ler alguns dos títulos anteriormente publicados. Sobretudo os últimos. Limitar-me-ei ao «Enfim, o Paraíso» (1990), conto de antecipação política mais tarde ampliado no romance O Jardim das Delícias (2005). A acção nesses relatos situava-se num futuro ainda distante, utópico, numa Federação Europeia já concretizada, mas moribunda. A retratada neste terceiro acto do drama representa-se num palco global da actualidade, perante a indiferença dos espectadores. Essa a lição do texto. O alerta. A ironia trágica por excelência deste nosso mundo contemporâneo.

NOTA:
Publiquei esta pequena crónica no jornal electrónico Contemporâneo em janeiro de 2009, pouco depois do romance ter sido publicado. Mal imaginava então que seria o último. Transcrevo-o aqui tal e qual, sem acrescentar uma palavra às 300 originais que me foram encomendadas.

01/06/10

NOVIDADES NO PÁTIO

Para além de muitas outras novidades editoriais que recebemos, não deixem de atentar nestas:
A Enciclopédia dos Serial Killers,de Harold Schechter e David Everitt, Guerra e Paz
Keynes - O Regresso do Mestre, de Robert Skidelsky, Texto Editores
Breve História da Humanidade, de Cyril Aydon, Gradiva
EDUCAR COM BOM SENSO, de Javier Urra, Esfera dos Livros
Homossexuais no Estado Novo, de São José Alemida, Sextante
A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DA CÂNDIDA ERÉNDIRA E DA SUA AVÓ DESALMADA, de Gabriel García Márquez, Dom Quixote
FILHOS E AMANTES, de D. H. Lawrence, Dom Quixote
O Sorriso Enigmático do Javali, de António Manuel Venda, Quetzal

No Pátio de Letras: novos livros de Lina Vedes e Tiago Nené

crónicas

poesia

no Pátio de Letras: novo livro de Horta Correia e o mais recente de Viegas Gomes



 

31/05/10

é já amanhã, às 21h30:O Ensino Artístico e a Academia no Séc. XXI - mesa redonda

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Luiz Carvalho em workshop de fotografia no Pátio de Letras - 3 e 4 de Julho (Sáb. e Dom.)

Luiz Carvalho, 55 anos, nasceu em Lisboa.

Fotojornalista do Expresso e professor de fotografia. Formador reconhecido pelo IEFP

Director do Curso de Fotojornalismo (Lightshot, LxFactory, Lisboa) e dos Workshops de Luiz carvalho.

Foi professor de fotojornalismona Universidade Autónoma durante 10 anos. Tem dado cursos para o Observatório de Imprensa. Faz conferências sobre fotografia e jornalismo multimédia.

.Expôs no Museu de Arte Moderna de Paris, foi Prémio Gazeta e Visão, entre outros.

Publicou “Portugueses” e “ Lisboa e Lisboetas”

para aceder à informação sobre o workshop (PORTFOLIO e BIO de L.C, OBJECTIVOS e PROGRAMA do workshop, INSCRIÇÔES E PREÇOS) clicar na imagem ou ir  a web.me.com


Página de Luiz Carvalho: aqui

Festival de Guitarra Portuguesa - Faro, 10 a 13 de Junho


para ver a PROGRAMAÇÃO e mais informação clicar aqui

23/05/10

Vergílio Ferreira INÉDITO

Os fins melo-dramáticos estragam as narrativas romanescas. Talvez A Curva de uma Vida mercesse ter outro fecho, mas o autor era jovem e nunca reviu a obra para publicação em vida.

O original faz parte do espólio que a viúva de Vergílio Ferreira entregou na Biblioteca Nacional. A Quetzal editou-o, numa edição que contém um aturado estudo filológico de comparação do primtivo texto com as suas revisitações. Vim a lê-lo extasiado. Pressente-se ali uma poderosa capacidade de escrever. O criado João «tinha sorrisos largos mas o coração era manso como o dum boi» e «corava quando me presenteava com bons pêssegos moles e sumarentos, que ele tratava com um amor silvestre. Tudo nele era inculto: as unhas, o cabelo e a bondade».

Veja-se a força arrebatadora e expressiva das frases «amor silvestre», «coração manso como o dum boi». Mas note-se o contraponto entre conceitos oriundos de conjuntos tão diversos como «sorrisos largos» e «coração manso». E sobretudo atente-se num instante de suspensão da leitura em favor do pensamento para mastigar e saborear a ideia tão rica de ressonâncias significativas como a incultura das unhas, a do cabelo e a da bondade...

O que há no livro e não mais deixaria de haver em toda a obra do autor da tão banalizada Aparição é aquela irrupção ventral e jorrante da vida e do homem, as necessidades e contigências insensíveis daquela os desejos e medos sensíveis deste.

Surpreendendo a mãe na cama com o seu próprio cunhado, Amadeu, «o olho furioso, na ânsia de se fartar de verdade» conta: «não via minha mãe, via uma mulher e admirei-lhe os contornos mal cobertos. Pelos meus nervos andaram gozo infernais». O leitor arrepia-se incestuosamente ali, impúdico e inconveniente.
 
texto de José António Barreiros escrito aqui.

21/05/10

6ª f 21 de Maio, às 21h30 - Artes e Comunicação

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CIAC apresenta Ciclo Artes e Comunicação

No dia 21 de Maio às 21h30, no Pátio de Letras, o Ciac (Centro de Investigação em Artes e comunicação) da Universidade do Algarve organiza o primeiro evento do Ciclo Artes e Comunicação, que consta de sessões de lançamento dos livros publicados pelo Centro.

Nesta primeira edição, o Ciclo Artes e Comunicação conta com o lançamento dos livros Nas margens. Ensaios sobre teatro, cinema e meios digitais organizado pela Profa. Gabriela Borges e A máquina encravada. A questão do tempo nas relações entre cinema, banda desenhada e contemporaneidade, do Prof. Bruno Mendes da Silva.

A antologia Nas margens. Ensaios sobre teatro, cinema e meios digitais, com org. de Gabriela Borges,  é o primeiro livro da colecção Artes e Media criada a partir de um protocolo entre a Editora Gradiva e o Ciac. Os textos que compõem a antologia abordam processos da criação artística e tecnológica, tanto autorais quanto interactivos, nas suas relações com o ensino, a prática, a teoria e a crítica. Explicitando com isso os limites intersticiais entre diferentes formas de expressão e ressaltando as suas margens, que não estão apenas nas bordas, mas também no interior das próprias manifestações artísticas e comunicacionais.

A apresentação do livro será realizada pelo ensaísta, professor e programador cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, António Pinto Ribeiro.

O livro A Máquina Encravada. A questão do tempo nas relações entre cinema, banda desenhada e contemporaneidade foi publicado pela Editorial Novembro e trata de uma versão mais reduzida da tese de doutoramento em Literatura e Cinema apresentada pelo autor, Bruno Mendes da Silva,  na Universidade do Algarve. Através de pistas encontradas em meios tão distintos como Cinema, Banda Desenhada, Videojogos e Metaversos, A Máquina Encravada prossegue uma noção de temporalidade pós-moderna. Tendo como ponto de partida Taxandria (cidade que parou no tempo) esta procura transdisciplinar visita os conceitos de neo-nomadismo, retenção espacial, simulacro e hiper-realidade.

O livro será apresentado pela coordenadora do Ciac, Profa. Mirian Tavares, que também foi a orientadora da tese.

Mais uma iniciativa do Ciac a não perder!!

Em Contra Teatro

I ENCONTRO DE TEATRO DA ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE MÚSICOS

Nos dias 22 e 23 de Maio, a sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) é palco de um Encontro de Teatro que junta o teatro profissional, o teatro universitário e o teatro amador e escolar.

Grupos de Teatro Participantes (100 lugares por espectáculo)

· Companhia do Chapitô – Teatro Profissional (Lisboa)

· GTL – Grupo de Teatro de Letras – Teatro Universitário (Lisboa)

· te-Atrito – Teatro Profissional (Faro)

· TV – Teatro Vilão – Teatro Amador Juvenil (Faro)

Programa

Sábado:

14h00 – Abertura – Feira do Livro de Teatro e outros stands

14h30 – Histórias para Crianças Mal Comportadas (te-Atrito)

15h30 – debate e lanche-convívio

22h00 – Drakula (Chapitô)

24h00 – Faz de Conto – Contos Eróticos Medievais (te-Atrito)

01H00 – debate e convívio

Domingo:

14h00 – Abertura – Feira do Livro de Teatro e outros stands

14h30 – O Roubo das Bacantes – TV – Teatro Vilão

15h30 – debate e lanche-convívio

22h00 – Terrores Caseiros (GTL)

24h00 – debate e encerramento

Este I Encontro de Teatro da ARCM é também o primeiro do género na cidade de Faro e pretende oferecer ao público um programa de qualidade que se insira naquilo a que podemos chamar Teatro Contemporâneo.

De Lisboa, a consagrada Companhia do Chapitô traz a Faro o espectáculo “Drakula” no dia 22 de Maio pelas 22 horas, numa sessão que promete ser muito concorrida, considerando a qualidade e popularidade daquela Companhia de Teatro. Também vindos de Lisboa, o GTL – Grupo de Teatro de Letras, várias vezes premiados no FATAL, trazem no Domingo a peça de teatro “Terrores Caseiros”, pelas 22 horas.

As honras da casa são feitas pelo te-Atrito, que apresentará no sábado à tarde “Histórias para Crianças Mal Comportadas” e à meia-noite “Faz de Conto – Contos Eróticos Medievais”, e pelo TV Teatro Vilão, grupo de teatro juvenil do IPJ-Faro, que apresentará no domingo à tarde “O Roubo das Bacantes”, a partir de Eurípedes.

“Em contra Teatro” será um verdadeiro encontro entre os grupos de teatro e o público e por isso contará com debates após os espectáculos, uma feira do livro de teatro, pequenas bancas de máscaras e outros artefactos, cos-play, para além de lanches-convívio para a programação diurna e de serviço de bar para a programação nocturna. As apresentações da tarde terão entrada livre e pretendem atrair os mais novos, e à noite o bilhete custa apenas 2 euros, só possível graças ao cariz inteiramente voluntário deste Encontro e à generosidade dos grupos participantes.

Desta forma, a Associação RC Músicos continua a contribuir para o panorama artístico e cultural de Faro, com uma iniciativa que se espera vir a repetir-se ano após ano.

Participa, passa a palavra, reencaminha...
 
Saudações Associativas

ARCM