para quem não arrisca escolher livros para oferecer... uma solução divertida - o "VALE Boas Leituras" do Pátio de Letras :)
ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.
Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas
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AGENDA
21/05/10
20/05/10
Faro - Retratos "à la minuta", de Lina Vedes
Mais "Pedaços d'ontem na cidade de Faro", por Lina Vedes (que, já agora fica o lembtrete, animará a tarde infantil de Domingo 30 de Maio no Pátio, com Histórias Tradicionais Portuguesas)
Não pode vir a Faro comprar? Envie-nos o pedido por email, com o nome, a morada e o nº de contribuinte. Os portes do correio ficam por nossa conta (para o continente).
14/05/10
NÂO SE BRINCA COM FACAS, de José António Barreiros - recensão no Orgia Literária
O homem é «um equilíbrio difícil em dois pés precários», escreveu Vergílio Ferreira, ele que soube como ninguém retratar a tensão insuperável do homem consigo mesmo. Neste trilho ôntico, chega-nos o não se brinca com facas, recente título de José António Barreiros, com a palavra a erigir a vida ao abordar a fragilidade da existência, a solidão, a incompreensão e a interrogação da identidade a acordar a consciência do fracasso.
(...) não se brinca com facas, narrativa que transporta em si a revolta de personagens sem lugar, que a palavra escrita acoita.
ler toda a recensão, da autoria de Teresa Sá Couto, aqui.
10/05/10
Algumas novidades no Pátio
Ficção
Zona, Mathias Énard, Dom Quixote
Wolf Hall, de Hilary Mantel, Ed. Civilização
Viajante do Século, de Andrés Neuman, Alfaguara
Submundo, de Don DeLillo, Sextante Editora
O Museu da Inocência, de Orhan Pamuk, Ed. Presença
Não-Ficção
A Oleira Ciumenta, de Claude Lévi-Strauss, Edições 70
ISLÃO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO, de Hans Küng, Edições 70
História dos Papas, de Juan María Laboa Gallego, A Esfera dos Livros
História do Ateísmo em Portugal, de Luís F. Rodrigues, Guerra & Paz
Um Mundo sem Deus. Ensaios sobre o Ateísmo, de Michael Martin, Edições 70
07/05/10
Roberto Bolaño, 2666 e o número da besta apocalíptica
«Pero ella se preguntaba (y de paso les preguntaba a ellos) hasta qué punto alguien puede conocer la obra de outro.»Roberto Bolaño, 2666 (2004)
O mundo não acabou em 666, nem em 1666 e ninguém pode afirmar, no seu perfeito juízo, que terminará em 2666. Em nenhuma das 1100 páginas do 2666 (2004), que Roberto Bolaño nos deixou para publicação póstuma, se refere essa cifra mágica. Salvo no título da obra que dá unidade a este romance de novelas, nalguns casos meros contos ou arremedo fragmentário. As interpretações que o editor dos manuscritos dispersos do texto nos fornece são engenhosas, mas nunca passarão de meras conjecturas à espera de uma confirmação mais consistente. A leitura atenta das dezenas de histórias que compõem este labirinto de palavras remete-nos sempre para o tal número da besta. O apocalíptico. O abismo a atrair-nos fatalmente para o precipício.
Das cinco novelas independentes imaginadas pelo autor, resultou um volume único repartido por cinco partes autónomas orquestrado pelos herdeiros. Lido o livro, ficamos com a sensação de ter sido uma medida acertada. A ordem escolhida nem parece arbitrária. Tudo começa e acaba em Beno von Arcimboldi. O escritor misterioso procurado em vão por quatro professores e críticos de literatura alemã, o inventor de histórias alheias a revelar-nos, no final do relato, a história verdadeira da sua própria existência. A ficção disfarçada de factual. Os alicerces programáticos do infrarrealismo poético transferidos para as sinuosidades específicas da prosa. Pelo meio, fica-nos ainda um punhado considerável de episódios centrados na figura do filósofo chileno e refugiado político Amalfitano e na do jornalista afro-americano e activista político Fate. As nótulas descritivas das 110 mulheres assassinadas em série completam a trama. A cidade de Santa Teresa, situada na fronteira do México com os Estados Unidos, a convocar todos os intervenientes dos eventos narrados para um espaço cénico único, para um local de encontro/desencontro do homem com o seu próprio destino, para um palco do mundo em que todos nós somos, simultaneamente, os espectadores e actores de um mesmo drama de vida e morte.
O lançamento do romance conheceu um sucesso imediato mas meteórico nos meios cultos circundantes deste nosso cantinho atlântico. No curto período de tempo que atravessou as altas esferas siderais, iluminou tudo em seu redor. Depois extinguiu-se completamente sem deixar rastro atrás de si. As causas deste fenómeno não estão apuradas mas são fáceis de deduzir. A fama de obra-prima que os mass media lhe conferiu precedeu a sua publicação efectiva entre nós. Se a revista Time já afirmara tratar-se do «acontecimento literário da década», lá teria as suas razões bem fundadas em propagar essa nova por toda a parte, qual bênção papal urbi et orbi no início de cada ano. Confrontado com a monumentalidade da fábula, o vulgo assustou-se. Leu as primeiras páginas, saltou outras e evitou as restantes. A falta de tempo, entretanto aduzida, continua a ser um argumento de peso. Categórico, eficaz, tranquilizador.
Pessoalmente, li o 2666 de fio a pavio, sem hesitações e com muito prazer. Sobretudo porque não admite sínteses nem continuações. Por vezes fui obrigado a interromper a leitura, mas nunca procurei desculpas esfarrapadas para deixar de o fazer. Trata-se de um texto fascinante que só peca por ter um fim anunciado. Sinal de que a opinião abalizada de alguns críticos ainda pode merecer o nosso crédito. O universo académico das conferências, congressos e simpósios alterna com o universo policial dos homicídios, violações e estrangulamentos. O mundo dos enigmas, segredos e mistérios atravessa toda a tessitura discursiva a um ritmo alucinante. O terror, erótico e onírico a concorrer com o anedótico, grotesco e repulsivo. Tudo isto protagonizado por dezenas de figurantes representantes de todos os estratos e camadas sociais, dispersas pelo velho e novo continentes. As figuras politicamente correctas não abundam, são todas elas banalíssimas nas suas estranhezas. Tal como nós, personagens da vida real. Este talvez seja o grande segredo que Roberto Bolaño conseguiu imprimir à sua obra magna. Essa a razão do magnetismo poético das palavras que empresta ao discurso e oferece aos leitores. Todos nós nos vemos retratados nesse entrecruzar ecléctico de experiências imperfeitas. Sem uma solução de vida expectável que não seja a própria morte. Inexoravelmente certeira nos seus desígnios.
Mais REVISTAS no Pátio de Letras
AFRICANA STUDIA (ED. CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS da FAC. de LETRAS da UNIV. DO PORTO)
ARQUITECTURA IBERICA (ED. CALEIDOSCÓPIO)
CINE QUA NON (ED. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE LISBOA)
CONFIGURAÇÕES (ED: HUMUS)
EXIT (ED. EXIT)
FACES DE EVA (ED. COLIBRI)
INTERVALO (ED: VENDAVAL)
PSICOLOGIA (ED. COLIBRI)
TRANSFORM (ED. TRANSFORM!)
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06/05/10
O Pátio de Letras no Mercado Municipal de Faro
Estivemos ausentes no sábado 1 de Maio e não vamos estar também no próximo sábado dia 8.
Regressamos sábado dia 15... com muitos descontos :)
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FEIRA DO LIVRO é... no Pátio de Letras - durante todo o mês de Maio
em destaque:
matemática e divulgação científica para todas as idades
obras de Fernando Pessoa e Luis Sepulveda
e muito mais...
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05/05/10
6º f dia 7, às 22h, no Pátio
6ª f 7, 22h
OUT OF KEY - BOSSA NOVA In Concert
«Out Of Key » é um Projecto musical que desenvolve o seu reportório em temas de BossaNova ou Jazz Brasilerio e MPB; é composto por Sónia Fernandes na Voz e Shaka no Violão.
28/04/10
25/04/10
25 de Abril 36 anos depois
O que foi, o que uns e outros pretendiam que fosse:
veja os livros que selecionámos nas mesas temáticas para adultos, jovens e crianças
O que temos hoje, decorridos que são 36 anos, na perspectiva de muitos que se reverão na Revolta das Palavras de José António Barreiros:
veja os livros que selecionámos nas mesas temáticas para adultos, jovens e crianças
O que temos hoje, decorridos que são 36 anos, na perspectiva de muitos que se reverão na Revolta das Palavras de José António Barreiros:
24.4.10 - Amanhã é o dia 25 de Abril
Comemora-se amanhã mais um 25 de Abril. Cada um comemora o seu. Muitos dos que estavam pesarosos e apreensivos nesse dia em 1974 comemorarão agora os seus actuais dias de contentamento e bem-estar porque, vistas as coisas, nada lhes aconteceu durante ou tudo se recuperou depois. Estão bem na vida ao lado dos novos ricos que a Revolução fabricou e que o sector público sustenta.Ao Alentejo dos latifundiários sucede o Alentejo dos mesmos latifundiários, mais os montes e suas piscinas dos citadinos burguesas exibicionistas.
A questão são os que se alegraram naquela pálida madrugada, os que acreditaram e afinal se iludiram. Os que foram enganados. Os que erraram no caminho.
Morre-se hoje de tristeza em Portugal.
Tristeza pela paródia em que a democracia se tornou, prisioneira dos partidos que se entrincheiraram no Governo, estes ao seviço de interesses questionáveis. Tristeza pela bancarrota que se aproxima. Tristeza pelo baixo nível da classe dirigente. Tristeza pelo banditismo, pela insegurança, pela rapina. Tristeza porque o Estado está à mercê de negociatas. Tristeza porque estão no poder pessoas a quem nenhuma empresa inteligente daria emprego. Tristeza pelo aviltamento da autoridade nas ruas, nas famílias, nas escolas.
Tristeza porque nunca o povo consumiu tanta alarvice nunca a cultura tão sustentada. Tristeza quando se liga a televisão, tristeza quando se ouvem conversas de rua.
Tristeza porque já ninguém quer saber de coisa alguma, todos acham que todos aldrabam, todos querem o quinhão que conseguem os aldrabões.
Tristeza pelas fábricas falidas, pelo comércio arruinado, pelas famílias endividadas até às orelhas, a viverem do crédito e do calote.
Comemora-se amanhã o dia 25 de Abril. Cada um comemora o seu.
Das catacumbas da portugalidade haverá seguramente os que pensam na agonia que tudo isto lhes causa e se perguntam como se fabricam bombas. Ante a miséria da Pátria o País tem direito à revolta, à Nação exige-se-lhe a Revolução. Está em causa a sobrevivência de Portugal.
Somos o mais velho país da Europa povoado por gente que perdeu o respeito ao que isso significa, liderado por gente que nem sabe quanto isso vale.
Amanhã, dia 25 de Abril, quantos já não comemoram publicamente o que foi, prepararam clandestinamente o que há que ser.
22/04/10
No Dia Mundial do Livro oferecemos... LIVROS
No Mercado Municipal - esta semana na 6ª f 23, por ser Dia Mundial do Livro (e não no sábado)
das 09h às 13h
Na livraria das 10h às 24h
21/04/10
Tertúlia Farense: distinções 2009 - 22 Abril, 22h, sessão pública
Quinta-feira, 22 de Abril, no restaurante Ria Formosa, no Hotel Faro, pelas 22:00 horas - sessão pública de apresentação das entidades distinguidas pela Tertúlia Farense em 2009:
arquitecto paisagista Fernando Pessoa, Sociedade Recreativa Artística Farense e Pátio de Letras.
A sessão é precedida de jantar, pelas 20h30 (inscrição via sms para 917331385).
A Tertúlia Farense, em actividade desde 2007, distinguiu no primeiro ano a A Companhia de Teatro do Algarve, a Associação Almargem, o blogue A Defesa de Faro, o Centro de Artes Performativas do Algarve, o Teatro Municipal de Faro e o professor José Louro. Em 2008 foram contemplados o Cineclube de Faro e o Museu Municipal de Faro.
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