ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

12/10/08

Feliz a criança que tem pais esclarecidos!

Nos livros para crianças, que nos influenciam imenso – refiro-me a contos de fadas, lendas, mitos, alegorias - , o humor está inevitavelmente ausente. O horror e a tragédia, a luxúria e a crueldade, parecem ser os ingredientes principais. Mas é através da leitura destes livros que alimentamos a faculdade imaginativa. (…)

Na leitura infantil há um factor significativo que temos tendência para esquecer – a atmosfera física da ocasião. Com que nitidez evocamos, anos decorridos, as sensações provocadas por um livro favorito, a impressão, a encadernação, as ilustrações e por aí fora. Com que facilidade conseguimos localizar o tempo e o local de uma primeira leitura. Alguns livros são associados a doenças, outros ao mau tempo, uns a castigos, outros a recompensas. Ao recordar esses acontecimentos os mundos interior e exterior fundem-se. Essas leituras são distintamente «acontecimentos» da nossa vida

Além disso há uma coisa que diferencia as leituras que fizemos na infância das que fizemos posteriormente: é a ausência de escolha. Os livros que lemos em garotos são-nos impostos. Feliz a criança que tem pais esclarecidos!

Henry Miller, in Os Livros da Minha Vida

10/10/08

Jean-Marie Le Clézio, Nobel da Literatura,

Livros disponíveis (? *) já encomendados.


«Quatro títulos de Le Clézio editados em Portugal esgotados

Dos seis títulos editados em Portugal de Jean-Marie Gustave Le Clézio, distinguido hoje com o Nobel da Literatura, quatro encontram-se esgotados, entre eles, «Deserto» que recebeu o Prémio Paul Maurand da Academia Francesa.

«Deserto» e «Estrela errante», ambos publicados na década de 1980 pelas Publicações D. Quixote, «há muito estão esgotados e até já fora de catálogo, mas muito provavelmente regressarão ao mercado», disse fonte da editora.

Outros títulos esgotados são «O Processo de Adão Pollo» com a chancela das Publicações Europa-América, e «Índio branco» editado pela Fenda.

Ambas as editoras ponderam reeditar os respectivos títulos em breve.

«O caçador de tesouros», outro título de Le Clézio, editado pela Assírio & Alvim, «está com alguns exemplares no mercado mas praticamente esgotado», disse fonte da editora.

Segundo a mesma fonte «é natural que se venha a reforçar com uma segunda edição, dado a notoriedade junto do grande público que o Nobel dá», segundo a mesma fonte.

Também com exemplares no mercado está «Diego e Frida», sobre os artistas plásticos mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, editado pela Relógio d´Água, que pondera «muito naturalmente um reforço editorial».

António Maria Callapez

Um olhar a Sul

a biografia deste notável fotógrafo amador e as imagens que nos deixou, memória de gentes, costumes e terras algarvias, num livro bilingue da Associação MEMO

agora no Pátio de Letras

a 6 de Dezembro, sábado, pelas 17h00, apresentação do livro e de uma pequena mostra da exposição que aquela Associação organizou em Monchique.


Happy Hour

sexta e sábado, dias 10 e 11 de Outubro
das 20 às 24hoo

tema em divulgação/promoção (10% desconto):

Da guerra em Àfrica ao 25 de Abril


Sábado 25 de Outubro, às 17h00

no Espaço de Memória


clicar na imagem para aumentar/ler

09/10/08

Crise? Qual crise? (3)

David e Golias

Daqui a 2 dias completar-se-ão 3 meses sobre a data de inauguração do Espaço de Memória/Pátio de Letras. Não parámos de crescer em nº de editoras disponíveis, quantidade, e qualidade dos livros, diversidade de oferta cultural a nível de eventos (a programção de Novembro está já "fechada" e a de Dezembro vai pelo mesmo caminho) e mesmo no conforto e funcionalidade das instalações. E no entanto... quão longe estamos do nível que queremos alcançar para corresponder àquilo que cremos ser uma necessidade dos farenses e da cidade de Faro!

Como poderão perceber dos dois posts anteriores, as dificuldades que temos de vencer começam, desde logo, na incapacidade de comunicação e resposta de algumas editoras. Felizmente não são a maioria.
Mas o caso mais grave nem foi relatado nesses posts e não posso deixar de o mencionar aqui, para que se entenda porque razão não temos ainda livros de uma grande, mesmo grande editora/distribuidora que, apesar de ter a seu favor, faz tempo, uma garantia bancária de montante significativo, não só não nos envia os livros há muito encomendados nem toma a iniciativa de qualquer contacto como, quando "pressionada" por nós, pura e simplesmente não sabe informar o que se passa e ainda se mostra enfastiada!!! Como estamos a chegar ao limite da nossa paciência, começamos mesmo a questionar-nos se não haverá, neste caso algo mais do que "mera" incompetência, desleixo, incúria...

Comparada com esta situação (que ou se resolve rapidamente ou acabará em queixa nossa à administração da dita editora/distribuidora e, quiçá, à autoridade reguladora da concorrência... e com a propalação, urbi et orbe, do nome da dita), os atrasos no envio de encomendas e, sobretudo, das NOVIDADES por parte do mal amado Grupo Leya, apesar de muito nos prejudicarem, não passam de uma brincadeira de crianças...

Mas para que conste: a nós, os do Espaço de Memória/Pátio de Letras, as dificuldades e mesmo os "boicotes", mais ou menos camuflados, aguçam-nos o engenho e a determinação, que já era muita, em dar tudo por tudo para que este Projecto Cultural sirva Faro e os farenses!

Vivemos para e dos que nos visitam e só com eles contamos para levar por diante o que tantos consideram uma utopia.

Apelamos, pois, à vossa compreensão e apoio. E deixamos um bem haja aos muitos que já o dão para além das palavras amáveis.

primeiro amor...

a 24 Out, 22h, no Pátio de Letras

clicar na imagem para aumentar/ler

Crise? Qual crise? (2)

Final de Julho: encomenda de livros a uma editora independente, prestigiada pela qualidade das suas edições. Era a nossa 3ª encomenda e as nossas contas com a editora estavam rigorosamente em dia.
O tempo passava sem resposta ou sequer indicação de recepção dos nossos emails, os nossos telefonemas não eram atendidos. Devem estar de férias, cogitámos. Logo no início da 2ª quinzena de Agosto voltámos a tentar contacto. Bem, efectivamente tinham estado de férias e ainda havia pessoal no gozo das ditas, pelo que teríamos de ter paciência, pois iria demorar até o armazém conseguir por em dia o processamento/envio das encomendas.
Tivemos paciência. No final da 1ª semana de Setembro, nem livros nem informações.
"Voltámos à carga". Ah, sabe, estamos com o despacho de encomendas muito atrasado por causa da acumulação que houve durante as férias em Agosto... e ainda há pessoal que só volta de férias no final da 1ª quinzena de Setembro. Vão ter que ter paciência...
Tivemos paciência. Na 2ª quinzena de Setembro, nem livros nem informações.
"Voltámos à carga". Ah, sabe, alguns dos livros que constam da vossa encomenda estão esgotados... Ai é? Então porque não nos enviaram os demais? Uhm, bem, vamos tratar disso, estejam descansados que vamos dar instruções ao armazém para processarem a vossa encomenda de imediato, para a semana já aí tem os livros. Passou "a próxima semana" e nem livros nem qualquer informação.
"Voltámos à carga". Ah, sabe, é que não podemos mandar os livros todos que pediram, são instruções superiores aplicáveis a todos os livreiros... Então e não podiam ter dito isso há mais tempo??? Silêncio. Pensamento "reaccionário": devem ter vindo tão cansados das férias que não têm forças para clicar nas teclas do telefone ou do computador... Não, nem vou argumentar! Ok, reformularemos a encomenda ainda hoje, por forma a não ultrapassar a tal quantidade. Dito e feito. Mas ... ainda esperamos a entrega dos livros, entretanto de novo prometidos para o final desta semana ou início da próxima.

Que os editores não se esforcem por vender, nem ao menos dar uma palavra de satisfação aos seus clientes, seria problema deles se... com estes procedimentos não estivessem a por em causa o funcionamento/sobrevivência das Livrarias independentes como é a nossa.

Fica assim a pergunta: crise ou...incompetência???

Crise? Qual crise? (1)

Uma prestigiada editora sediada no Porto, à qual pretendíamos fazer uma primeira encomenda, acaba de nos informar que apenas podemos encomendar livros no valor total de 250 €, pois é o plafond máximo estabelecido para vendas a crédito. Bem, para além de livros que queremos ter na Livraria, há pedidos de clientes, pagaremos então a pronto! Ah, isso não pode ser, só vendemos a crédito com prazo de 60 dias. Como disse? Então só podemos encomendar 250 € de livros e temos de esperar 2 meses para pagar e assim podermos pedir reposições e novos livros? Bem, podem prestar uma garantia bancária no valor mínimo de 5.ooo €... Certo, mas para quê a garantia bancária se pagarmos a pronto?? Uhm, é que o nosso sitema só admite pagamentos a crédito.
E PRONTO!!!!!

dia 10 de Outubo em Faro e... Lisboa

Trio de Miguel Martins no Clube Farense




E Pedro Afonso na Livraria TRAMA com...

e apresentação do nº 2 da Revista Literária Sulscrito

(livro e revista ao seu dispor no... Pátio de Letras)




clicar nas imagens para aumentar

07/10/08

em exibição na esplanada



TAIKA (Juthylde de Brito Palhinha) nasceu na Beira, Moçambique e reside em Portugal desde 1976.
Teve uma pequena experiência na roda de oleiro com o Mestre Fernando na Escola de Artesanato de Lagoa, Algarve.
Não se tendo dado bem com a roda partiu para outras maneiras de trabalhar o barro procurando encontrar o seu rumo. Ainda no Algarve deu os primeiros passos na arte de pintar o azulejo com o Mestre Silvain Bongard.
Ausente do seu País de origem durante 30 anos ficaram-lhe no sangue e na alma as raízes africanas que mais se avivaram com um recente passeio aos seus locais de infância.
Dedicou-se à escultura e aperfeiçoou-se nas aulas do Escultor Francisco Alberto Pereira Vilaça que, a seu respeito, disse um dia:
“Só muito tarde descobriu a sua vocação para a Arte, mas, quando a descobriu, evidenciou uma veia Artística de grande sensibilidade. Como seu orientador mas sobretudo como seu amigo não posso deixar passar em claro a admiração pela Taika e aconselhar todos os amantes das Artes Plásticas ou apenas meros admiradores para a grande qualidade artística do seu trabalho com a certeza de que admirar a sua obra não vai por certo perder tempo mas sim aproveitar o tempo.”

06/10/08

Novidades Gradiva no Pátio de Letras


O Mundo Pós-Americano, de Fareed Zakaria

Do mesmo autor de O Futuro da Liberdade, a Gradiva publica agora O Mundo Pós-Americano de Fareed Zakaria. Há semanas consecutivas nos tops de vendas americanos, esta nova obra do editor da revista Newsweek International analisa a actual distribuição do poder no mundo.



O Mito das Nações, de Patrick J. Geary

Neste estudo decisivo, Geary desmonta os mitos nacionalistas que pretendem explicar o nascimento das nações europeias. Através de uma análise rigorosa transmitida numa escrita lúcida, o autor compara os mitos com a verdadeira história da transformação europeia ocorrida entre os séculos IV e IX – correspondente ao período de grandes migrações, que os nacionalistas tanto enaltecem.


A Origem das Espécies de Darwin, de Janet Browne

Neste livro, Janet Browne, a principal biógrafa de Charles Darwin, mostra porque é que A Origem das Espécies pode ser considerado o maior livro de ciência alguma vez publicado. A autora descreve a génese das teorias de Darwin, explica a recepção inicial destas e analisa as razões por que permanecem actualmente tão controversas.



Anno Domini, de George Steiner

Prosseguindo o objectivo de publicar as obras de George Steiner que ainda não se encontravam disponíveis em português, a Gradiva publica um novo livro de ficção do autor. Publicado originalmente em 1964, Anno Domini inclui três histórias: "Sem Regresso", "O Bolo" e "Delicioso Março". Em Anno Domini, George Steiner sonda os segredos inescapáveis do passado e as verdades mais cruas da alma humana.


Provas e Três Parábolas, de George Steiner

Neste conjunto de narrativas breves, George Steiner aborda temas que lhe são caros: o conflito entre possíveis sistemas de crença, a intensidade de pensamento e linguagem, a justiça humana posterior à queda de regimes despóticos. No final, deixa os leitores com um gesto de esperança.


Os Livros Que Não Escrevi, de George Steiner

Nesta obra profundamente original e audaciosa, George Steiner fala de sete livros que não escreveu – porque as indiscrições eram excessivamente intimidantes, porque o tema provocava demasiada dor, porque o desafio emocional e intelectual se revelava superior às suas capacidades.

02/10/08

A guerra em África: uma ferida por sarar?

sexta feira 3 e sábado 4 de Outubro, entre as 20h00 e as 24h00:

happy hour de livros

(10% desconto nos livros seleccionados sobre aquela temática)

dia 4, sábado, às 21h30: à conversa com o jornalista Joaquim Furtado



óleos de Sonia Cabañas Cortez



em exposição/venda só até 19 de Outubro

5 novos quadros em exibição

(em substituição dos que seguiram para exibição na Cidade do México)



01/10/08

Sá da Costa Editora no Pátio de Letras


História do Futuro - Volumes I e II,
de Padre António Vieira,
com prefácios e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade

"Nenhuma cousa se pode prometer à natureza humana mais conforme ao seu maior apetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a notícia dos tempos e sucessos futuros; e isto é o que oferece a Portugal, à Europa e ao Mundo esta nova e nunca vista história." Excerto do livro



A Ilíada de Homero,
contada às crianças e ao povo numa adaptação de João de Barros, com ilustrações de André Letria

"Poema da cólera dum homem e do seu castigo, a Ilíada mostra o que pode produzir a união do ódio e do exagero. [...] A tese fundamental deste magnífico poema é uma tese moral, de perene valor; é a épica expressão duma alma que detesta a guerra, abomina a violência e odeia o exagero." Excerto do prefácio do livro



A Odisseia de Homero,
contada às crianças e ao povo,
numa adaptação em prosa do poema de Homero por João de Barros, com ilustrações de André Letria

"A história que ides ler passou-se há alguns milhares de anos. Mas, século a século, os homens têm-na ouvido e repetido sem nunca se enfadarem. Veio até nós da Grécia antiga, berço da nossa civilização. [...] É esta a gloriosa história de Ulisses, do homem de mil façanhas e ardis,
do herói que, depois do cerco, tomada e incêndio de Tróia, cidade célebre da Ásia Menor - visitou as cidades mais diversas, conheceu gentes estranhas e enfeitiçou a alma de povos distantes." Excerto do prefácio do livro



Contos Gregos,
3 Contos tradicionais Gregos numa versão de António Sérgio,
ilustrados por Luís Filipe de Abreu



História Trágico-Marítima,
5 narrativas de naufrágios da época das conquistas,
adaptadas por António Sérgio e ilustradas por André Letria



Os Conselheiros do Califa e outros contos,
5 Obras infantis de António Sérgio, ilustradas por Luís Filipe de Abreu