ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

11/06/14

Novidades editoriais





















NO CÉU NÃO HÁ LIMÕES
Sandro William Junqueira

Descreve um mundo em guerra entre o Norte rico e o Sul pobre. Não apresenta soluções, mas à medida que o livro se aproxima do final uma personagem destaca-se, procurando uma saída. O autor não dá a resposta, a resposta fica com cada um de nós, porque este é o nosso mundo.

Caminho, 15.90€

A RAINHA GINGA
José Eduardo Agualusa

A vida fantástica da Rainha Ginga (1583-1663), cujo título real em quimbundo, “Ngola”, deu origem ao nome português para aquela região de África. A história é narrada por um padre pernambucano que atravessou o mar e recorda personagens maravilhosos e esquecidos da nossa história.

Quetzal, 17.70€

SONHOS AZUIS PELAS ESQUINAS
Ondjaki

“– Quantas noites dura este martírio? A mulher já não sorri. Nem pestaneja. – Não é um martírio. É uma escolha. Cada um suporta o peso da espera que deseja. – Quantas noites? – Quinhentas. Mas você não estará aqui para saber o fim desta estória.”

Caminho, 11.90€

O CHÃO DOS PARDAIS
Dulce Maria Cardoso

Afonso é um homem muito poderoso. Inatingível. A não ser pelos anos, que passam e o envelhecem quase como a outro qualquer. Há muito que já só encontra a juventude nos corpos das amantes.

Tinta da China, 18€

AS LUZES DE SETEMBRO
Carlos Ruiz Zafón

Um livro fascinante de intriga, fantasia, mistério e amor com uma tensão e um suspense que aumenta à medida que avançamos na história. E sempre envoltos numa atmosfera ameaçadora.

Planeta, 17.76€

DOIS HOTÉIS EM LISBOA
David Leavitt

Uma história de amor na Lisboa dos anos 1940. Dois casais de forasteiros travam conhecimento na lisboeta e cosmopolita pastelaria Suíça. Estamos no ano de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, e Lisboa fervilha com milhares de refugiados, que esperam pelo visto e pela possibilidade de viagem para a América, com espiões e membros da nobreza europeia.
Quetzal, 17.70€

VINTE DEGRAUS E OUTROS CONTOS
Hélia Correia

Este livro reúne onze contos de Hélia Correia. Alguns têm referências reconhecíveis. «Seroda» é outra história de Mariana Cruz, de Amor de Perdição, e «Captura», «um outro ponto de vista para "A Imitação da Rosa" de Clarice Lispector». «Uma Noite em Luddenden» evoca Branwell Brontë.

Relógio D’Água, 14€

PERDOA-ME
Lesley Pearse

O instante em que encontrou a mãe sem vida nunca se extinguirá da memória de Eva. Num bilhete, as suas últimas e enigmáticas palavras: Perdoa-me. O mundo seguro de Eva ruiu naquele momento. Mas o inesperado suicídio vai apenas marcar o início de uma sucessão de acontecimentos surpreendentes.

Asa, 17.50€

SOBRE A VIOLÊNCIA
Hannah Arendt

Como conferir sentido aos tempos que vivemos, repletos de guerra e destruição? Hannah Arendt refere que a sensação de repulsa pela violência que se sentia após a II Guerra dissipou-se, assim como as filosofias de não-violência dos movimentos de direitos civis. Como sucedeu esta mudança? Aonde nos irá levar?

Relógio d’Água, 14€

EDWARD SNOWDEN - SEM ESCONDERIJO
Glenn Greenwald

O jornalista de investigação do The Guardian fornece um olhar aprofundado sobre o escândalo NSA, que provocou um debate nos EUA sobre a segurança e a privacidade das informações nacionais.

Bertrand, 18.80€

OS 10 ERROS DA TROIKA EM PORTUGAL
Rui Peres Jorge

O  jornalista de economia que acompanhou de perto o programa de assistência no nosso país, analisa de forma clara e objectiva 10 erros cometidos pela troika em Portugal, e deixa-nos a pensar em soluções para o futuro.

Esfera dos Livros, 16€

JORGE JARDIM GONÇALVES, O PODER DO SILÊNCIO
Luís Osório

Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. É sobre todas estas coisas e muito mais

D. Quixote, 24.90€

EUSEBIO COMO NUNCA SE VIU
António Simões

Imagens nunca antes publicadas e histórias até hoje desconhecidas dão-nos a conhecer um outro Eusébio desde os primeiros pontapés na bola até ao dia do seu desaparecimento. A história da vida do Pantera Negra mistura-se, neste livro, com a história do Portugal de então.

D. Quixote, 22€

365 IDEIAS PARA TIRAR O SEU FILHO DE FRENTE DA TELEVISÃO
Andreia Vidal

Neste livro encontra 365 sugestões para preencher os dias dos seus filhos e da sua família com arte, diversão, criatividade e muito amor! Um mundo no qual as crianças são criativas, aventureiras e a sua imaginação e fantasia correm ao sabor do vento… Boas brincadeiras!

Esfera dos Livros, 19€

SOU AUTISTA
Josef Schovanec

Viajante apaixonado pelas civilizações antigas, conferencista e investigador universitário, domina uma dezena de línguas e possui um doutoramento em filosofia – e, no entanto, foi por pouco que, sem diagnóstico estabelecido, conseguiu evitar o internamento psiquiátrico.

Oficina do Livro, 14.90€

SOBRE LITERATURA
Umberto Eco

“… em relação ao mundo dos livros, proposições como Sherlock Holmes era solteiro, a Capuchinho Vermelho foi devorada pelo lobo mas depois libertou-a o caçador, Anna Karénina mata-se permanecerão eternamente verdadeiras e nunca poderão ser refutadas por ninguém.”

Relógio D’Água, 18€

Novidades infanto-juvenis






MANEL, O MENINO QUE GOSTAVA DE COMBOIOS
Tânia Ribas de Oliveira, Martina Matos

O Manel quer ir à Estação de Santa Apolónia ver os comboios de que tanto gosta. A Sara e a avó fazem-lhe a vontade. Já na estação, o menino conhece um maquinista muito simpático, que lhe faz um convite especial. O Manel não cabe em si de contente!

Oficina do Livro, 9.90€

SUPERGIGANTE
Ana Pessoa, Bernardo Carvalho

Em Supergigante, o leitor corre contra o vento, contra o chão, contra tudo. Acelerem o passo e não percam o fôlego. “Às vezes gostava de estar em dois sítios ao mesmo tempo. Ou de não estar em lado nenhum”.

Planeta Tangerina, 14€

ESTAVA A PENSAR…
Sandol Stoddard, Ivan Chermayeff

Uma cena de todos os dias: um adulto apressado tenta que uma criança obedeça ao seu ritmo e aos seus pedidos. Do outro lado, uma imaginação sem horários e sem pressas que parece crescer a cada frase impaciente do adulto.

Bruaá, 14€

ADEUS, FAIRY OAK
Elisabetta Gnone

Feli regressou a casa. Nos quinze anos que passou longe, sempre escreveu às companheiras que ficaram em casa, descrevendo a aldeia, as meninas e as aventuras que vivia com elas e com os seus amigos fantásticos. Esta história é intensa e comovente, mas oculta um mistério e desvenda uma profecia...

Planeta, 17.50€

6ª, 13 de Junho, 21h30: Vá-de-Viró apresentam novo CD




















O grupo algarvio Vá-de-Viró comemora 20 anos. O novo CD, "Por Aí...", marca a longevidade do grupo, num registo sonoro da fusão das músicas de inspiração tradicional com ritmos do mundo.

Sáb., 14 Junho, 21h30: José Maria ao vivo




















Música ao vivo, de inspiração tradicional e popular, com José Maria. Um bom motivo para um encontro com amigos, beber um copo, e aproveitar a noite quente.

10/06/14

Antonio G. Iturbe, os livros vivos e de papel da bibliotecária de Auschwitz


«–Buenos días. Soy Edita Adlerova. Tenemos una biblioteca de ocho libros en papel y media docena de libros vivientes.»
Antonio G. Iturbe, La bibliotecaria de Auschwitz (2012)

Quando a palavra biblioteca surge no horizonte das hipóteses a eleger pelo discurso, associamo-la sem pestanejar a grandes espaços labirínticos, forrados de estantes e cercados de livros por todos os lados. A atualização das ideias verbalizadas tem destes automatismos. A realidade pode ser outra bem distinta. Antonio G. Iturbe demonstra-o à saciedade n’ A bibliotecária de Auschwitz (2012), romance-reportagem edificado com materiais factuais unidos pela argamassa da ficção. No campo de extermínio nazi mais ativo concebido pelo Terceiro Reich alemão, existiu uma biblioteca infantil clandestina constituída por oito exemplares manuseáveis e um número indeterminado doutros guardados na memória viva dos seus habitantes forçados. As histórias reunidas pelo compilador externo da fábula estão centradas em Edita Adlerova, jovem judia checa nascida em Praga, de 14 anos de idade, nomeada guardiã desse tesouro feito em pasta de papel e tinta impressa, que acrescentam à vida aquilo que por vezes lhes falta, a liberdade de sonhar o proibido e de lhe conceder uma carta de alforria com valor universal.

Uma das regras básicas das resenhas críticas consiste em evitar falar na morte dos protagonistas ou desvendar mistérios da intriga que possam pôr em causa o interesse dos potenciais leitores. Para tranquilidade de todos nós, a heroína que dá título à obra sobrevive ao holocausto, mas vê desaparecer muita gente ao seu redor. Só no dia 8 de março de 1942, reza o relato, 3792 prisioneiros do campo familiar BIIb foram gaseados e posteriormente incinerados no crematório III de Auschwitz-Birkenau. Uma cifra assustadora e mesmo assim insignificante, uma gota de água no oceano, se tivermos em atenção o número global de seres humanos sacrificados pela solução final ideada pelo führer de pantomima trágica germânica que varreu o mundo em meados do século passado. Tão distante e tão próximo dos nossos dias, tempos de todas as crises, em que os movimentos neonazis de protesto a um neoliberalismo canibal se fazem sentir cada vez mais intensamente um pouco por todo o lado neste velho continente regido pela divisa da unidade na diversidade. Os nacionalismos recalcados e as xenofobias militantes a ganharem terreno neste campo de batalha circundado pelas doze estrelas douradas em fundo azul da UE.

Dizia-me um alguém plural, pouco afeito aos desafios constantes da leitura, que o texto só teria algum interesse nos capítulos iniciais e finais. Pelo meio seria uma seca completa. Um vazio total de aventuras. Monótono, fastidioso, enfadonho. A ignorância, de facto, continua a ser muito atrevida. Sobretudo quando é proferida em termos categóricos por uma geração que nunca ouviu das precedentes os percursos humanos sempre prontos a quebrar as fronteiras instáveis da inocência juvenil. Claros e escuros, altos e baixos, dia e noite, como tudo na vida que precede a morte. O destino que é feito pelos homens poupou a jovem bibliotecária dum campo de extermínio de desaparecer prematuramente na voragem homicida da Segunda Guerra Mundial. A memória individual duma sobrevivente tornou-se memória coletiva através da escrita. Theresienstadt, Auschwitz-Birkenau e Bergen-Belsen tiveram uma existência real. Os guetos judeus ocuparam mesmo o coração das cidades que ditaram a segregação racial, religiosa e política. O ódio e a violência, o caos e a fome, a solidão e o horror, espalhados em nome de deus ou do diabo fazem parte da nossa herança cultural. Quer queiramos quer não. Ignorá-la não tem o poder de apagá-la.

A extensa narrativa jornalística composta com roupagem novelesca por Antonio G. Iturbe converteu-se em pouco tempo num fenómeno editorial no país vizinho. Tudo aponta para que siga igual caminho entre nós. Um dia destes ainda se arrisca a ser adaptado ao cinema, o modo mais fácil de contar uma história, sem ser incomodado pela leitura de algumas centenas de páginas. Entramos numa daquelas salas raquíticas dum qualquer shopping de bairro, acomodamo-nos confortavelmente num cadeira estofada e deixamos as imitações de vida passar-nos diante dos olhos, enquanto trituramos ruidosamente uma dose gigante de pipocas doces ou salgadas. Duas horas de imagens em movimento e já está. Ponto de vista legítimo que o livre-arbítrio cunhou. Tão legítimo como mergulhar no labirinto das palavras com sentidos ocultos a decifrar no interior dum livro. Uma opção não afasta a outra. Os heróis da imaginação não desistirão de espalhar o seu fascínio ao seu redor. Flashes de faz-de-conta a lembrar-nos que os heróis do dia-a-dia também existem. Nós é que muitas vezes passamos por eles e não os vemos.

09/06/14

John Banville vence Prémio Príncipe das Astúrias das Letras














O escritor irlandês John Banville foi distinguido, esta quarta-feira, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras. Na ASA estão já publicadas as suas obras O Mar (Man Booker Prize 2005), Os Infinitos, Imagens de Praga (coleção O Escritor e a Cidade) e O Segredo de Christine (sob o pseudónimo Benjamin Black). Na Dom Quixote está publicada a obra Os Intocáveis.

No Pátio de Letras:
 O MAR e OS INFINITOS: 4,90; IMAGENS DE PRAGA: 9,90 € (até 15/6 menos 10%)
 
Os Prémios Príncipe das Astúrias são atribuídos anualmente pela Fundação Príncipe das Astúrias, em Espanha, a indivíduos ou instituições de todo o mundo que tenham produzido contribuições notáveis nas seguintes áreas: Artes, Desporto, Ciências Sociais, Comunicação e Humanidades, Concórdia, Cooperação Internacional, Investigação Científica e Técnica e Letras. Os prémios são apresentados em Oviedo, a capital do Principado das Astúrias, numa cerimónia conduzida pelo príncipe das Astúrias.

Entre os vencedores das edições anteriores contam-se nomes como Mario Vargas Llosa, Günther Grass, Philip Roth, Paul Auster e Amos Oz.

08/06/14

Vá de Viró apresenta novo CD no Pátio: 6ª f. 13/6, 21h30

O grupo algarvio Vá-de-Viró comemora os seus 20 anos de existência. O seu mais recente CD "POR AÍ..." (edição Música XXI) marca a longevidade do grupo e é também um registo sonoro da fusão das músicas de inspiração tradicional com novos ritmos do mundo.

«Com algumas surpresas, este registo é o fruto - amadurecido - do cruzamento de diversas incursões pelo vasto universo musical. Sem pretensões, mas com muito orgulho e satisfação, este grupo algarvio pretende partilhar com o mundo a música que os mantêm, ainda, Vá-de-Viró. Assim sendo… encontramo-nos “Por aí…” » no Pátio de Letras/Bar do Pátio na 6ª f dia 13 de Junho às 21h30!