ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

14/05/14

Novidades infanto-juvenis









O MISTÉRIO DAS PEPITAS DE OURO
Mafalda Moutinho, Umberto Stagni

Ao visitar São Francisco, André vê um saco escondido no ramo de uma árvore e convence Ana e Maria a investigar. Quando o misterioso dono do saco aparece, Os Primos seguem-no pelas ruas da cidade, mas em vez de encontrarem respostas, deparam-se com cada vez mais perguntas.

D. Quixote, 8.85€

UM ESPETÁCULO NO COLÉGIO DAS QUATRO TORRES
Enid Blyton

As alunas do quarto ano têm o prazer de vos convidar para conhecer uma professora nova, descobrir uma traidora, e assistir a um magnífico espetáculo de Natal!

Oficina do Livro, 9.90€

PERCY JACKSON E O ÚLTIMO OLIMPIANO
Rick Riordan

Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais.

Casa das Letras, 16.90€

INVENÇÕES
Oldrich Ruzicka, Silvie Sanza

O mecanismo que se encontra na capa do livro permite encontrar o trecho pretendido e, assim, viajar através dos séculos ou milénios para a frente e para trás, descobrindo as maiores invenções de todos os tempos – desde a bicicleta à roda de oleiro, da prensa aos óculos, do telefone ao avião.

Texto, 16.50€

11/05/14

Mario Vargas Llosa: as chantagens da aranhita e a herança do herói discreto


«Y, una vez más, como tantas en su vida, Felícito recordó las palabras de su padre antes de morir: “Nunca te dejes pisotear por nadie, hijo. Este consejo es la única herencia que vas a tener”. Le había hecho caso, nunca se había dejado pisotear.»
Mario Vargas Llosa, Él héroe discreto (2005)
Uma das marcas distintivas do homo sapiens é a de saber que um dia deixará de existir, que o nascimento precede a morte e que a vida é só um breve momento de passagem do tudo que é nada para o nada que é tudo. Ideia pouco cómoda para quem tem horror ao vazio e adora sonhar com o infinito. A idealização de seres imunes ao destino humano deve ser tão antiga como a própria capacidade de perspetivar o porvir. O homem criou os deuses à sua imagem e semelhança ainda que teime em afirmar exatamente o contrário. Projetou a superação da angústia certa do imanente ancorado na esperança duvidosa do transcendente. Em desespero de causa, arquitetou a hipótese de franquear as portas da eternidade através dos feitos realizados ao longo do trajeto e do seu registo na memória dos vindouros. O conceito é desenvolvido por Mario Vargas Llosa em cada uma das páginas d’ O herói discreto (2013). Fá-lo de modo insistente e peculiar. Na lenda helénica, Aquiles escolhe morrer jovem e lembrado de todos; no relato peruano, o protagonista prefere morrer velho e ignorado de todos. Formas de alcançar a glória que só os verdadeiros heróis são capazes de entender e atingir. 

As súmulas inscritas na contracapa apressam-se a identificar os cenários e agentes da intriga, os centrais e os periféricos, ligados entre si por uma fina teia de chantagens, todas elas sintetizadas por uma enigmática aranhita de cinco patas desenhada com grande relevo na capa da edição original. Refere-se às ameaças de extorsão urdidas contra Felícito Yanaqué, um pequeno empresário de Piura, mas pode aplicar-se também a Ismael Carrera, um bem sucedido empresário de Lima. A história paralela dos dois chama ao convívio dos leitores outras figuras novelescas fundamentais para a tessitura completa da trama. Algumas delas vindas doutros fragmentos de destinos inventados em forma de livro. Gente simples, anónima, gerada por homens e mulheres comuns, mortais como todos nós. O único traço de divindade partilhada por uns e outros reside na renovação da vida transmitida de pais para os filhos, e destes para netos e bisnetos, facto ciclicamente repetido, a transmitir uma ilusão efémera de eternidade. A capacidade de resistir às exigências, intimidações e ultimatos criminosos define o lídimo ato de heroísmo representado neste drama atual do real quotidiano. A ação decorre num palco latino-americano, mas as tábuas da ribalta podiam ser erguidas num qualquer teatro do mundo, que o efeito seria, mutatis mutandi, exatamente o mesmo, sem tirar nem pôr. 

Visto por este prisma específico, a tramoia que dá corpo à parábola até parece esgotar-se em poucas palavras. Dir-se-ia repartida por duas novelas de dimensão mediana, com outras menores dentro de si, até perfazer o tamanho canónico exigido por um romance. Falácias interpretativas geradas por leituras ingénuas ou precipitadas, alicerçadas em medições tradicionais a que o ato inventivo dos poetas dá pouca ou nenhuma atenção. Ao invés dos suposto facilitismos formais arrolados, o desenho seguido para caraterizar a sequência alternada de núcleos narrativos que compõem a fábula assenta numa complexa desconstrução discursiva, onde os ecos do fantástico puro e do realismo mágico criam uma cumplicidade assumida e persistente. Os diálogos proferidos pelos atores imaginados pela ficção saltam instantaneamente dum espaço-tempo para outro sem aviso prévio ou transtorno diegético de maior. O fico urdidor de enredos segue a corrente de pensamento duma determinada personagem como se se tratasse dum monólogo interior sonhado a que o leitor tem livre e imediato acesso. Flashes de vidas fingidas como se fossem verdadeiras. O real e o imaginário que habita em nós desde o princípio dos tempos plasmados nas folhas de papel impresso que temos entre mãos. 

A sequência de factos trazidos até nós acaba com o início duma visita a terras europeias. Os herdeiros dos tomadores dos bens materiais do novo mundo viajam à procura dos bens espirituais do velho mundo. Ironia trágica de quem só sublima a grandeza dos bens alheios. Para trás ficaram os heróis discretos do melodrama representado em terras americanas, no outro lado do globo, a meio hemisfério de distância e com um oceano inteiro de permeio. Reconciliados com a vida, transpõem um céu de nuvens e mergulham nos raios de sol que inundavam o interior do avião, passarola voadora para paraísos perdidos a recuperar.

08/05/14

Novidades editoriais





















MAL NASCER
Carlos Campaniço

Ap. Biblioteca Faro 20 Maio, 21h30 Alternando as memórias da infância com o presente agitado do protagonista, é um romance magistral que combina uma história aliciante com um esmero de linguagem invulgar. Finalista do Prémio LeYa em 2013.

Casa das Letras, 13.90€

BIOGRAFIA INVOLUNTÁRIA DOS AMANTES
João Tordo

Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali. A visão do animal morto na estrada levará um deles a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. O outro, instigado pelas confissões desconjuntadas do seu companheiro, irá tentar descobrir o que está por trás da sua persistente melancolia.

Alfaguara, 16.50€

AMAR NUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA
Andrea Jeftanovic

Alex e Sara conhecem-se num avião. Falam línguas diferentes, excepto quando se beijam – e acabam por beijar-se na sala de transferências do aeroporto antes de rumarem a destinos opostos. Com um notável trabalho de linguagem, um romance corajoso, erótico e comovente sobre o desviver contemporâneo.

Teorema, 15.90€

EXPOSIÇÃO
Jonathan Coe

Thomas Foley era um homem tranquilo. Os colegas chamavam-lhe “Ghandi” porque parecia ter feito um voto de silêncio, e as secretárias de “Gary” porque ele lhes fazia lembrar o Gary Cooper. Se lhe dissessem que era atraente ficaria espantado e não saberia de todo o que fazer com dessa informação. Brandura e humildade eram as suas qualidades mais marcantes.

D. Quixote, 18.90€

NATUREZA MORTA
Louise Penny

Quando a neblina se dissipa na manhã do Dia de Ação de Graças, as casas de Three Pines ganham vida. Apenas uma permanece silenciosa. Mas o inspector-chefe Armand Gamache sabe que há algo obscuro por detrás das belas casas antigas e das vedações de estacas brancas e que, se observar atentamente, Three Pines começará a revelar os seus mistérios...

D. Quixote, 17.90€

A SEREIA MUÇULMANA
João Céu e Silva

"A Sereia Muçulmana" recebeu o Prémio Literário Alves Redol por narrar “uma viagem ao interior de uma consciência num original que se destaca pela qualidade da sua escrita, pela capacidade efabulatória e pela destreza com que articula as várias peças narrativas que vão estruturando a obra”.

Gradiva, 12€

A GUERRA DOS TRONOS VOL 3
George R. R. Martin

O terceiro volume da série oficial em banda desenhada de “A Guerra dos Tronos”, uma saga best-seller em todo o mundo.

Planeta, 17.76€

HAMLET TINHA UM TIO
James Branch Cabell

As antigas sagas dos povos nórdicos narram a gesta de um príncipe viquingue que reinou na Jutlândia no tempo em que Justiniano II era imperador de Bizâncio. Amleth, ou Hamlet, cujo carácter Shakespeare moldou numa infinidade inventada de traços, foi, afinal, uma figura de carne e osso.

Cavalo de Ferro, 15€

PORTUGAL EUROPEU. E AGORA?
Vários

Em Setembro de 2013, aconteceu o2º encontro Presente no Futuro da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Os tems abordados foram "A Europa enquanto comunidade política", "A Europa e o mundo" e "Portugal e a Europa", e este livro reúne textos originais de vários oradores.

FMMS, 15€

OS FICHEIROS DE SNOWDEN
Luke Harding

Este trabalho do premiado jornalista do The Guardian, Luke Harding dá a conhecer todos os pormenores do caso Snowden: do dia em que este abandona a namorada no Havai e parte para Hong Kong com quatro computadores carregados de informações secretas, à procura incessante de asilo político.

Porto Ed., 17.70€

MAIS FORTE DO QUE EU!
Ana Rodrigues, Nuno Lobo Antunes

Há milhares de crianças e adolescentes com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Porque se criaram muitos mitos, e é preciso desmistificá-los, neste livro vamos perceber os sintomas e como se faz o diagnóstico, falar da medicação, do acompanhamento, e discutir o que se pode fazer em casa e na escola.

Lua de Papel, 14.90€

AS MELHORES HISTÓRIAS DO FUTEBOL MUNDIAL
Sérgio Pereira

As melhores histórias do futebol mundial, nunca antes contadas em português: de Ibrahimovic a José Mourinho, passando por Maradona e Eric Cantona, são 140 relatos de sorrisos, curiosidades e boa conversa de bola.

Lua de Papel, 14.90€

1974 - O ANO QUE COMEÇOU EM ABRIL
 António Luís Marinho, Mário Carneiro

Passados 40 anos, eis o registo de um ano histórico, página a página, através de um jornal, o Diário de Notícias, e uma revista, a Flama. Os sonhos, as ambições, as promessas, os desafios, despertando memórias e provocando surpresas.

Temas e Debates, 19.90€

EM DEFESA DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL
João Ferreira do Amaral

O patriótico manifesto de um professor de Economia, que aborda um tema tabu: o sentimento de pertença a uma nação. Mostra o que nos conduziu aqui. E apresenta a solução. Permanecer na Europa é inevitável. Viver num mundo globalizado é uma oportunidade. Mas enquanto nação soberana. E não como uma junta de freguesia europeia.

Lua de Papel, 14.90€

A ECONOMIA DESUMANA
David Stuckler, Sanjay Basu

Este livro defende que as decisões económicas não são apenas uma questão ideológica, de taxas de crescimento e de défices orçamentais, são também questões de vida ou de morte. Só um sistema mais justo e igualitário, acompanhado de políticas inteligentes, poderá garantir o bem-estar e o desenvolvimento económico das sociedades.

Bizâncio, 16€

A TIRANIA DA ESCASSEZ
Sendhil Mullainathan, Eldar Shafir

Quando as privações são prolongadas, a escassez apodera-se da mente. O bem em falta ganha uma importância desproporcionada, e afunilamos a perspectiva. Deixamos de conseguir planear a prazo, perdemos imaginação e autocontrolo. A vida (ou parte importante dela) passa-nos ao lado, tal como as oportunidades. Os pobres ficam mais pobres e geram filhos pobres.

Lua de Papel, 16€

Novidades infanto-juvenis








ONE DIRECTION - O LIVRO OFICIAL DE 2014
One Direction

Acompanhar os 1D ao topo do mundo! Acompanhá-los na sua caminhada de fama e talento e ficar mais perto de cada um dos rapazes. Testa os teus conhecimentos sobre os teus ídolos num Quizz especial e guarda alguns momentos para um sorriso 1D, resolvendo puzzles e quebra-cabeças sobre eles.

Planeta, 11.99€

A RAPARIGA REBELDE: AVENTURAS NA ESCOLA
Enid Blyton

Quem disse que ser rebelde é fácil? Elizabeth é uma miúda bonita, mas muito mimada e egoísta. Quando é obrigada a ir para um colégio interno, decide que vai ser a aluna mais problemática que já alguma vez por lá passou. Só assim poderá ser expulsa e voltar para casa.

Oficina do Livro, 9.90€

O DIÁRIO DE AURORA: O MUNDO DE PERNAS PARA O AR
India Desjardins

Um vento de mudança sopra na vida da Aurora Laflamme. A sua escola-privada-só-de-raparigas-com-uniforme fechou e ela vê-se obrigada a frequentar uma escola pública-sem-uniforme-e-cheia-de-rapazes. À medida que o clima do planeta se deteriora, as emoções da Aurora também ameaçam explodir!

Oficina do Livro, 10.90€

LENDAS DE PORTUGAL
Ana Oom

A Lenda da Sopa de Pedra, a Lenda da Bezerra de Monsanto ou a Lenda do Castelo de Guimarães são apenas algumas das Lendas que fazem parte deste grande livro. Uma compilação das histórias que fazem parte da cultura do nosso país e que enchem Portugal de fantasia e emoção. Imperdível!

Zero a Oito, 13.30€

02/05/14

Sàb. 10/5, às 16H30: apresentação de "A História do Povo na Revolução 1974-1975"


Apresentação da mais recente obra da Profª Doutora Raquel Varela, pelo jornalista Carlos Albino 

RAQUEL VARELA é investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais, e investigadora honorária do Instituto Internacional de História Social. É doutorada em História Política e Institucional pelo ISCTE.
Neste tema é autora, entre outros, de “História da Política do PCP na Revolução dos Cravos” (Bertrand, 2011), “Revolução ou Transição?” (Bertrand, 2012), coordenadora de “Revolução ou Transição? História e Memória da Revolução dos Cravos” (Bertrand, 2012), co-coordenadora de “O Fim das Ditaduras Ibéricas - 1974-1978” (Centro de Estudios Andaluces/ Edições Pluma, 2010).
É também co-autora e coordenou das obras “Quem Paga o Estado Social em Portugal?” (Bertrand, 2012) e “A Segurança Social é Sustentável” (Bertrand, 2013) – ambas apresentadas no Pátio de Letras

CARLOS ALBINO, jornalista, foi o responsável pela emissão da senha - a canção “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso - do início das operações militares através do Programa Limite, na Rádio Renascença.
Alinhamento do bloco de 11 minutos: quadra, canção Grândola, quadra, poemas Geografia e Revolução Solar, da autoria de Carlos Albino, e a canção Coro da Primavera.
A leitura gravada da primeira estrofe de Grãndola confirmou o golpe e o avanço das forças armadas".
Preside à Comissão Concelhia das Comemorações dos 40 Anos do 25 de Abril em Loulé, cidade de onde é natural.