ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

04/03/13

Novidades para os miúdos








O SONHO DE MATEUS
Leo Lionni

“O sonho de Mateus” é um álbum para iniciar o público infantil na educação estética e na interpretação das formas e das cores. Leo Lionni aborda alguns estilos, desde o classicismo dos retratos históricos e das naturezas-mortas, até às vanguardas pictóricas como o impressionismo, o cubismo ou o surrealismo.
Kalandraka, 15€

CORES E FORMAS - LIVRO ESPELHO 

O livro espelho, além de despertar o interesse através das cores e formas inclui um pequeno espelho que funcionará como uma brincadeira para o bebé através do seu reflexo.  A coleção Olá bebé apresenta contrastes e padrões definidos, que correspondem a estímulos fortes para bebés recém-nascidos. Aos poucos começam a explorar objetos com todos os sentidos ativos. 
Edicare, 6.50€

VAMOS CONHECER A CASA | O CASTELO | A ESCOLA

Uma coleção de livros em forma de casa, castelo e escola para ficar a conhecer todas as divisões destes edifícios! Um dicionário por imagens e, em cada livro, três figuras destacáveis para brincar.
Edicare, 7.50€

9 de Março, 17h: Julieta Monginho no Pátio





















Apresentação do novo romance de Julieta Monginho “Metade Maior”, ed. Estampa. A autora é Procuradora da República, tem várias obras premiadas, colabora regularmente em revistas literárias e jurídicas, bem como no blogue Arte dos Dias.

A apresentação estará a cargo de José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, professor universitário, e também autor de vários livros. 

Prémio Virgílio Ferreira atribuído a HÉLIA CORREIA



(1 Março, Universidade de Évora)

O Prémio Vergílio Ferreira, que no passado distinguiu, entre outros, Eduardo Lourenço e José Gil, tem o objectivo de, homenageando o escritor que lhe dá nome, galardoar o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa, relevante no âmbito da narrativa ou de ensaio.

O livro de poesia A Terceira Miséria, a última obra de Hélia Correia, recebeu recentemente o Prémio Correntes d’Escritas 2013.

http://relogiodaguaeditores.blogspot.pt/2013/03/helia-correia-recebe-hoje-premio.html

03/03/13

Maria Teresa Horta, As luzes de Leonor, uma sedutora de anjos, poetas & heróis

«Habituei-me a ser criticada | por ler livros, | por falar de ciência, de política e de filosofia, | por saber inglês e latim, | por ter demasiadas Luzes para uma mulher. | Alguns homens mais cultos chegaram a invocar Molière para me ridicularizarem...»
Maria Teresa Horta, As luzes de Leonor (2011)
Quando no início da década de 70, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa publicaram as Novas cartas portuguesas (1972), a polémica instalou-se no reino cadaveroso ou oásis de mediocridade consentida em que o país dos brandos costumes e jardim à beira-mar plantado se havia transformado. As autoras foram levadas à barra dos tribunais, o livro foi proibido pela censura e o processo das Três-Marias foi convertido num caso singular de mediatismo nacional e internacional. As traduções nos mais diversos idiomas proliferaram e as escassas reedições efetuadas após a queda do regime ditatorial têm teimado em manter a obra sistematicamente esgotada. A questão da condição feminina, equacionada nesse texto composto de fragmentos narrativos, parece continuar a amedrontar a política editorial seguida entre nós, afastando o público leitor dum contacto mais estreito com essa réplica coetânea dos amores marginais revelados nas cinco Lettres portugaises (1669). As tais que Mariana Alcoforado, a religiosa do convento da Conceição de Beja, terá composto e endereçado ao Chevalier de Chamilly, o amante francês que a seduzira e abandonara. 

O efeito caleidoscópico de testemunhos convocados pela arte de efabular o universo feminino da criação estética volta à ribalta da república das letras, cerca de quarenta anos volvidos, pelas mãos de Maria Teresa Horta em As luzes de Leonor (2011), longo mosaico ficcionado de prosa poética e poesia integral, em que cada frase é um verso e cada parágrafo uma estrofe. A quinta neta da marquesa de Alorna esboça, neste relato polifónico, uma viagem de revisitação à mulher, poetisa, política, sábia e sonhadora que também foi sua avó, personagem multifacetada, imaginada em forma de papel e tinta, para dar corpo a uma personalidade controversa, recriada através de depoimentos autênticos pronunciados a muitas vozes e sentires. As Marianas epistolares, moldadas pelo barroquismo seiscentista vigente durante as guerras de restauração da monarquia lusitana, saem de cena e dão lugar às Leonores novelescas, forjadas por um iluminismo combativo ainda em construção nas antevésperas das guerras peninsulares movidas pelo império napoleónico. 

Os diálogos | monólogos travados à distância de sete gerações são gizados com o recurso constante a documentos oficiais e particulares, feitos e refeitos, repartidos por mil e tantas páginas bem contadas, vinte e cinco capítulos enquadrados por um prólogo e um epílogo, contextualizados por meio século de histórias dentro da história portuguesa e europeia, a promover a passagem do despotismo aristocrático para o liberalismo constitucional. As cartas, diários, cadernos, citações e poemas entrelaçados no romance outorgam um protagonismo estrutural às Raízes | Memórias discursivas, evocadoras de Leonor de Távora, a marquesa executada por ordem do Marquês de Pombal em Belém, ministro plenipotenciário do rei D. José, e de Leonor de Almeida, a condessa expulsa do país por ordem de Pina Manique, intendente-geral da polícia do príncipe-regente D. João. Pelo meio desta escrita neorromântica, tecida de subjetividades dispersas, ficam os lamentos líricos dum misterioso Angelus, ser alado seduzido pela luminosidade etérea de Alcipe, a sedutora de anjos, poetas e heróis. 

A reconstituição-reconstrução da vida de Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre, encetada ao longo de treze anos de escrita por Maria Teresa Horta está incompleta. A moldura escolhida para pintar o retrato impressionista da defensora das Luzes está balizada pelos tempos conturbados que marcaram o Processo dos Távoras e antecederam o Bloqueio Continental. Efemérides datadas com repercussões duradouras dentro e fora das fronteiras nacionais. Desconhecemos se a neta da Condessa de Oeynhausen-Granvensburgo, valida da rainha-louca D. Maria e dama de honor da princesa-regente D. Carlota Joaquina, frequentadora das cortes de Maria Antonieta de França e Maria Teresa de Áustria, animadora dos salões cultos de Viena, Paris, Madrid e Lisboa, retomará a tarefa hercúlea de traçar os passos da avó nos derradeiros tempos da sua existência de exílio forçado em terras estranhas e de retiro escolhido na terra natal. Nada nos impede porém de acreditar que a mão sem peso da poetisa iluminista aflore de novo o cimo do ombro da poetisa iluminada e que as confidências das duas se voltem a ouvir apesar dos dois séculos de silêncios que as separam.

26/02/13

Jogos: para todos!




















Temos divertidos jogos de tabuleiro para que, incarnando um pastor de ovelhas, um contador de histórias ou um treinador de futebol, possa reviver os prazeres de jogar com a família ou entre amigos!

Novidades nas estantes do Pátio




















UM HOMEM DE PARTES
David Lodge

Fascinado pelo génio de H. G. Wells, o visionário autor de "A Guerra dos Mundos", Lodge recria a vida excêntrica e tumultuosa daquele que ficou para a posteridade conhecido como "o homem que inventou o amanhã". H. G. Wells , dono de uma fraca figura mas um imenso carisma, foi um homem de contradições e de extremos, um socialista perdulário, um feminista mulherengo, um romancista em rota de colisão com o romance.
Asa, 18.90€

NADAR PARA CASA
Deborah Levy

Finalista Man Booker Prize A casa que Joe, a família e os amigos escolheram para as férias é isolada, a piscina é invulgar, escavada na pedra. Nela flutua um corpo esguio, delicado. Esta presença inesperada e surpreendente é Kitty, aspirante a poeta, desconhecida. É com perplexidade que o grupo a vê sair nua da piscina e entrar de rompante nas suas vidas.
D. Quixote, 14.90€

OS HIPOPÓTAMOS COZERAM NOS SEUS TANQUES
William S. Burroughs, Jack Kerouac

O livro perdido de W.S. Burroughs e Kerouac permaneceu inédito durante mais de 60 anos e tornou-se uma lenda. Kerouak e Burroughs retratam neste livro um caso trágico de uma relação mentor/discípulo que correu mal, e a natural crueldade da juventude.
Quetzal, 15.50€

O ELEFANTE DE MARFIM
Nerea Riesco

Uma história de amor, aventura e intriga na Sevilha de finais do século XVIII. O terramoto de 1755 decidiu o destino de dona Júlia, a jovem viúva e proprietária da mais célebre tipografia de Sevilha. Nesse dia 1 de novembro, encontra-se na catedral a honrar a memória dos mortos quando tudo em seu redor começa a tremer...
Bertrand, 19.90€

VOCÊ ESTÁ AQUI
João Luís Barreto Guimarães

Oitavo livro de poemas originais de João Luís Barreto Guimarães. Dividide-se em duas partes - "Partidas" e "Chegadas", sendo a primeira um conjunto de poemas fruto das impressões de uma série de viagens; e a segunda, o regresso à exploração/ observação do quotidiano e dos lugares familiares.
Quetzal, 9.90€

A PEDRA AINDA ESPERA DAR FLOR
Raul Brandão

«Recolhido de quase quarenta publicações de todo o tipo, calibre e geografia, […] um imenso corpo textual de nítida proximidade com os temas recorrentes de Raul Brandão, que algumas vezes, e a considerável distância temporal, serve de base a passagens das suas Memórias, outras comenta livros da época […]” Da nota introdutória por Vasco Rosa.
Quetzal, 19.90€

EM PARTE INCERTA
Gillian Flynn

Com uma escrita incisiva e perspicácia psicológica, um thriller rápido e muito negro. Uma manhã de verão, em que Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento, Amy desaparece. Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo – mas será mesmo um assassino?
Betrand, 17.70€

TÃO LONGO AMOR, TÃO CURTA VIDA
Hélder Macedo

Neste thriller psicológico, o narrador é um escritor português que vive em Londres. Uma noite recebe uma inesperada visita de um amigo diplomata que tinha ido participar numa conferência sobre o Médio Oriente e que lhe pede abrigo, alegando encontrar-se em perigo. A sua história é tão inverosímil que o escritor decide criar uma versão ficcional do que se oculta por detrás dela.
Presença, 13.90€

AS MAÇÃS DOURADAS
Eudora Welty

Publicado em 1949, este ciclo de contos retrata a vida numa cidade no Sul dos EUA, na primeira metade do século XX. Particularmente atenta à questão racial e a identidade de géneros, Eudora Welty leva o leitor a tecer o pano de fundo da vida comunitária e a destrinçar os fios que unem os seus habitantes.
Antígona, 17.50€

OS JAVANESES
Jean Malaquais

Jean Malaquais, amigo de Norman Mailer, e tradutor de Marx, acompanha a história de uma peculiar comunidade operária provençal intitulada Ilha de Java e apresenta as vidas que se cruzam numa mina nos anos 1930, uma genuína torre de Babel rude, viva e apinhada. Fabuloso retrato de uma realidade social, é também o prodigioso testemunho da vida na Europa entre guerras.
Antígona, 15€

CADERNOS ITALIANOS
Eduardo Pitta

“Eduardo Pitta não vê tudo, vê o que consegue ou lhe apetece, reivindica os seus poucos dias em Itália como uma experiência pessoal, idiossincrática, que o faz sentir-se distante da ‘manada’, com seus guias e paragens obrigatórias, para dizerem que está visto. É também por isso que estes diários têm bastantes anotações agastadas ou lascivas, que contrariam a ‘elevação’ própria de certos textos de viagens.“
Tinta da China, 16.20€

MÁRIO SOARES: UMA VIDA
Joaquim Vieira

A carreira política de Mário Soares não se compara, na realidade, com a de nenhum outro português. Conta com 70 anos de vida política ativa, sendo considerado um nome maior do século XX português e o pai da democracia portuguesa. O jornalista Joaquim Vieira, depois de vários anos de investigação, e de entrevistas ao próprio biografado, a amigos e inimigos, traça-nos a história de uma vida complexa.
Esfera dos Livros, 28.50€

EDUCAR PARA O FUTURO
Paul Tough

Livro do Ano New York Times Por que razão algumas crianças têm sucesso enquanto outras não? Foi o ponto de partida para uma série de estudos inovadores, cujas conclusões vão mudar a nossa compreensão da infância. Uma obra original, com uma mensagem importante: o carácter das crianças, mais do que as competências cognitivas, é o factor decisivo. E este pode ser ensinado e moldado.
Clube do Autor, 15.50€

AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE
Susana Moreira Marques

A autora viajou até às aldeias de Trás-os-Montes para encontrar pessoas com pouco tempo de vida, familiares em vigília e o vazio deixado pelos que morrem. Numa paisagem marcada por grandes distâncias, onde Portugal acaba e é esquecido, num tempo de fim e perante a nossa mortalidade, começamos a perceber o que é importante.
Tinta da China, 11€

NÓS PODEMOS!
Jacques Généreux

Um novo caminho para Portugal. Porquê e como pode um país fazer sempre o que quiser em relação aos mercados, à banca, à dívida, ao BCE, ao FMI… Um dos mais prestigiados economistas europeus explica como sair da crise sem planos cegos de austeridade.
Clube do Autor, 12.80€

DA HORTA PARA A MESA
Cláudia S. Villax

Uma iniciação ao prazer de cultivar, colher e cozinhar os nossos próprios legumes. Um livro que nos aproxima da terra e da natureza e que nos mostra como os ingredientes naturais requerem pouco esforço para serem transformados em pratos frescos, saborosos e autênticos. Encontramos aqui dicas de como cultivar uma horta biológica de verão, e ideias para tirar o máximo partido dos legumes.
Casa das Letras, 16.90€

20/02/13

1 de Março, 22h: Periplus, de Amélia Muge e Michales Loukovikas
























Periplus é um trabalho internacional, resultado da partilha e colaboração entre Amélia Muge (Portugal) e Michales Loukovikas (Grécia), ligando tradição e poesia, músicos e convidados de ambos os países.
   
É um CD-Livro organizado em dez sequências, dez viagens onde um ou mais temas interagem viajando no tempo e no espaço abarcando canções tradicionais e originais, individuais ou criadas em comum, nascidas durante as navegações pelo Mar da Internet.

Está nomeado para o Melhor álbum do ano de 2012 pelo Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores, foi considerado o 2º melhor álbum do ano pelo Jornal Expresso, o segundo melhor álbum entre os dez melhores na categoria de European Folk a nível internacional pelo programa Crónicas da Terra e o melhor álbum do ano pela Sopa da Pedra (.blogspot.com). Foi ainda considerado um dos melhores álbuns a nível internacional pelo programa: Mundofonias (Espanha), com audição pelo mundo inteiro e referenciado para os dez melhores álbuns internacionais pela revista Folk Roots. 

O que foi e continua a ser esta experiencia e o seu significado maior na interacção entre estas duas culturas, nos tempos que correm, é um belo pretexto  para uma noite de Deambulações Luso-Gregas pelo Pátio das Letras.

Ouvir temas de Periplus aqui e aqui.