ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

18/01/13

5ª, 24 Jan. 18h30: Tertúlia Café Oceano















Nesta sessão do Café Oceano, Ester Serrão, investigadora e docente da Universidade do Algarve, irá falar-nos do tema Da evolução marinha à biodiversidade genética.
Se tiver curiosidade em saber porque é que os oceanos têm uma biodiversidade tão grande, como e porque se estudam, então junte-se a nós!

Novidades editoriais




















:: ARANDIS - nova editora algarvia no Pátio de Letras ::


A CIDADE TRAÍDA
João de Sousa

Livro policial, da nova editora algarvia ARANDIS, que apresenta Faro simbólico e esotérico, cenário de crime e castigo, sob poderes ocultos por desvendar, num percurso pessoal iniciático. O autor é advogado, natural da Fuzeta e residente em Faro.
Arandis, 15 €

DURANTE O FIM
Hugo Rocha Pereira

Transporta, além do enredo, todo o clima da Ericeira, e sobretudo a alma e a amizade que emana dos Jagozes. É algo que quem chega a esta vila a pouco e pouco conquista, bebendo a água da Fonte do Cabo, e ganhando o direito a ter uma alcunha. A alcunha vem com os amigos, a praia, os copos, o surf, as miúdas, o clima, as tascas, os bares. 
100 Luz, 10.99€

GUIA PARA UM FINAL FELIZ
Matthew Quick

Pat Peoples está de regresso ao mundo da normalidade da vida familiar após ter permanecido numa instituição psiquiátrica devido a um traumatismo grave. Como a pouco e pouco se vai revelando, anos da sua vida tinham-se pura e simplesmente apagado da sua mente. Apesar disso, Pat não se deixa desviar daquela que acredita ser a missão de auto-aperfeiçoamento.
Presença, 16,60€

DUAS HISTÓRIAS ALGARVIAS
Sérgio Brito

Primeira obra em “dialecto algarvio”. Nesta obra, prefaciada por Nuno Campos Inácio, o autor conta duas histórias, transpondo para o livro a riqueza das várias pronúncias algarvias, não só enquanto narrador, como nos diálogos entre personagens.
Arandis, 10€

NUM LUGAR SOLITÁRIO
Ana Teresa Pereira

Um dos primeiros livros de Ana Teresa Pereira, publicado em 1996. Foi reescrito pela autora para esta edição. “Tom intuiu que ela tinha horror da proximidade, de qualquer espécie de proximidade. Olhou para as belas pernas sem meias, levemente bronzeadas. Teve vontade de tocar-lhes. Ela vestia de azul. Uma blusa azul-clara, uma saia estreita, azul-escura. ‘Por que te escondes?’, pensou.”
Relógio D’Água, 14€

LISBOA NO ANO 2000
Vários

Bem-vindos a Lisboa! A maior cidade da Europa livre, bem longe do opressivo império germânico. Deixem-se fascinar por este lugar único, onde nuvens de zepelins sobem e descem com as carapaças a brilhar ao sol. Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa tal como era imaginada há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores.
Saída de Emergência, 16,90€

O ALEPH
Jorge Luís Borges

Neste conjunto de ficções publicado em 1949 (acrescido de quatro textos na edição de 1952), encontramos os motivos borgesianos recorrentes: o tempo, o infinito, a imortalidade, a identidade, o duplo, a perplexidade metafísica. Descoberto na cave de um casarão devoluto, o aleph - que dá título ao último conto e ao livro - é “uma pequena esfera de cor tornesol, de um fulgor quase intolerável.
Quetzal, 14,40€

SULINO
Manuel Neto dos Santos

13º livro de poesia do poeta algarvio. Neste livro encontra-se um texto mais depurado, "com versos curtos de rima por vezes inesperada, imagens fortes, uma luminosidade meridional, carregada de sensualidade arábigo- andaluza e um léxico de grande riqueza". Tudo isto envolto em grande musicalidade, característica dos poemas de Manuel Neto dos Santos.
Arandis, 10€

O ESTILETE ASSASSINO
Ken Follett

Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar do Dia D. "O Estilete Assassino" é um arrebatador bestseller em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.
Bertrand, 17.70€

A GARÇA
Giorgio Bassani

Durante uma caçada, o protagonista vê-se a si próprio desprendido do mundo, fora do curso da vida, sem afectos, sem apreço por ideias ou ideologias, morto por dentro. A Garça é uma novela delicada e pungente que, centrada na angústia de uma crise pessoal, retrata uma sociedade cuja ordem se aproxima do fim.
Quetzal, 15.50€

IRMA VOTH
Miriam Toews

Irma é pouco mais do que adolescente e foi criada numa comunidade menonita. Um dia, uma equipa de filmagens instala-se para rodar um filme sobre a cultura menonita e Irma é convidada como intérprete. O contacto com o grupo irá despertá-la para uma nova consciência de si e parte, levando as irmãs, à conquista da sua nova identidade na mega metrópole da Cidade do México.
Quetzal, 16.60€

APOKALYPSIS
Vítor Borges

Apokalypsis foi elaborado a partir de 21 cadernos com milhares de páginas manuscritas e desenhadas por Victor Borges. Nuno Campos Inácio elaborou a obra póstuma. Apokalypsis é composto por dois livros, que se harmonizam, permitindo 4 hipóteses de leitura diferentes, todas com igual lógica.
Arandis, 25€


SEGREDOS DA MAÇONARIA PORTUGUESA
José António Vilela

Aqui contam-se as histórias dos pedidos de favores maçónicos a Paulo Portas e os convites do GOL e da GLLP/GLRP a Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Mas também a revolta maçónica contra o gestor António Mexia, a iniciação de Isaltino Morais, a festa maçónica com o cantor-imitador Fernando Pereira, e todos os pormenores da sessão em que Nuno Vasconcellos foi eleito venerável da Loja Mozart.
Esfera dos Livros, 16€

GRANDES NAUFRÁGIOS PORTUGUESES
José António Rodrigues Pereira

Uma recolha exaustiva de 60 naufrágios, provocados por acidentes, batalhas navais ou por falha humana, muitos deles ocorridos na traiçoeira barra do Tejo, outros em locais por todo o mundo onde os portugueses andaram, destroços que continuam por descobrir e fascinam os caçadores de tesouros que ainda sonham com as riquezas que as naus portuguesas transportavam.
Esfera dos Livros, 24€

O FUZILEIRO ESPECIAL
José Maria Rodrigues Ferreira

Livro de memórias da guerra colonial, da autoria de José Maria Rodrigues Ferreira, o “Pistas”, Fuzileiro na Armada Portuguesa, natural de Faro.
Arandis, 15

PORTIMÃO, CIDADE COM HISTÓRIA
Nuno Campos Inácio

De Vila Nova a Portimão é o 1º volume de Portimão, cidade com história, um livro de registos históricos baseado em imagens. De Nuno Campos Inácio, natural e residente em Portimão.
Arandis, 30 €

Novidades para os miúdos



O LIVRO VERMELHO
Barbara Lehman
& Etc, 14.80€

EXPRESSÕES COM HISTÓRIA
Ricardo Cabral, Alice Vieira
Texto, 11.90 €

ORIGAMI PARA CRIANÇAS
Livro e Pacote de Papel com 35 Projectos
Mari Ono, Roshin Ono
Dinalivro, 16.95€

A PORTA DAS TRÊS FECHADURAS
Sonia Fernández-Vidal
Presença,  10.90€

14/01/13

George Steiner, Anno Domini: três histórias de guerra em tempo de paz

«Recollection came upon him vivid and exact. Quis viridi fontes induceret umbra?–Who shall veil the spring with shadow and leaf? […] As the pain slunk back to its lair, that line of Virgil had sung in his bruised thoughts. With it the gate of memory swung open and behind it drowsed the rust-green gables and slow canals of the North Country.»
George Steiner, Anno Domini. Three stories of the war (1964)
Falar dalguns autores e obras torna-se, por vezes, uma tarefa particularmente complexa. Sobretudo quando nos referimos a alguém que se tem vindo a destacar em áreas tão diversificadas como a tradução, o ensaio, a crítica, a pedagogia, a filosofia e a ficção. É o que se passa com George Steiner, escritor e académico anglo-franco-americano, nascido numa família austríaca de origem judaica, fluente em três línguas modernas (alemão-francês-inglês), duas clássicas (latim e grego) e sabe-se lá que outras mais. Sobra-nos a escolha das temáticas a desenvolver e falta-nos o engenho e arte para as comentar como merecem. Fico-me por um conjunto de histórias de guerra contadas em tempo de paz, publicado há quatro décadas atrás e só agora vertido para português com o título algo provocatório de Anno Domini (1964 | 2008). O habitual atraso a que já vamos estando habituados.

A revisitação dos palcos do drama faz-se através de três atos autónomos de temática comum, feita à boa maneira helénica das trilogias trágicas dos séculos dourados da cultura ática antiga. Os atores do «Sem regresso», d’ «O bolo» e do «Delicioso março», munidos das máscaras, túnicas e coturnos adequados, entram em cena para revelar aos espetadores desse teatro especial, alojado nas páginas dum livro de contos, os fragmentos de vida-morte contidos nas peças convocadas das sombras exumadas do passado, com o firme propósito de iluminar eficazmente o presente. A catarse, imperiosa nestes casos, faz-se através do diálogo travado entre a lembrança e o esquecimento, entre a inscrição e o ostracismo, entre as luzes e as trevas, para que o mundo espetral dos caídos habite a memória futura dos seus filhos, para que as feridas causadas pelas partes beligerantes sejam saradas, para que as cinzas do holocausto não voltem a ocupar no porvir próximo os projetos dos homens.

O primeiro auto contado da coletânea está ancorado na velha questão franco-germânica das hegemonias europeias perdidas. Cinco anos após a invasão aliada da Normandia, o ex-capitão alemão Werner Falk enceta uma viagem «sem regresso» a Harfleur, à quinta Yvebecques, único lugar onde se sentira em paz em tempo de guerra. A ilusão de apagar os fantasmas dessa época conturbada é rapidamente desfeita e a vitória do ódio sobre o amor acontece. O coro de aldeãos aplaude o sacrifício perpetrado e abandona a skene a entoar o cântico final do éksodos.

O cenário e muda-se para Liège, para a casa de repouso de Saint-Aubain, refúgio dum maquisard americano de Belmont e duma judia de Bruxelas. Os dois jovens esquecem-se das dificuldades impostas pela ocupação nazi da Bélgica, entregam-se um ao outro e acabam por ser vencidos pela conjuntura antissemita então vigente. O sobrevivente regressa no pós-guerra ao local onde fora feliz por breves instantes. Leva consigo uma réplica d’ «o bolo» de moka que era servido aos hóspedes nas tardes de domingo. Mas o coro das vozes alucinadas dos residentes perdera a aptidão de relembrar os nomes dos mortos em consonância legítima com a história.

O tríptico encerra no rasto do deus romano da guerra, subentendido num «delicioso março», o mês primaveril dedicado às artes marciais de Marte. A ação salta de Londres para Varsóvia, com referências ao Cairo e desfecho em Cracóvia, e é protagonizada por dois Padres do Deserto, ex-combatentes do exército inglês na grande guerra civil europeia que envolveu meio mundo ou talvez um pouco mais. Os amores impossíveis e interditos anteriormente focados dão lugar aos equívocos e marginais praticados à revelia das convenções que regem os relacionamentos consentidos entre géneros.

O fio condutor dos eventos representados ao público-leitor por palavras escritas pode ser entendido, neste contexto, como uma explicitação de três modos distintos de encarar o conceito de herói: a coragem de voltar ao local da catástrofe e aí ser imolado, a cobardia de fugir da fatalidade e ser poupado pelos deuses, a coragem de assumir as contingências da vida e sucumbir à cobardia do suicídio. Ironias trágicas à procura de soluções alternativas que deem novos sentidos à condição humana e incentivos ao livre arbítrio dos mortais de vencer os desígnios fantasiosos dos imortais. Agora e sempre, para que todos ergamos o dia-a-dia do nosso destino individual, nesta era comum, do senhor ou anno domini.

11/01/13

4ª, 16 Jan. 21h30: Tertúlia/debate “Violência dentro da Família”




















Tertúlia/debate no BartiCafé dedicada a vários temas relacionados com a violência dentro da família: sobre as crianças, os idosos, entre cônjuges, as suas consequências e como evitar tais comportamentos.
Participação dos elementos coordenadores do Grupo de Trabalho da Violência ao Longo do Ciclo de Vida - psicólogas Daniela Machado e Marta Chaves. Quem não puder comparecer, poderá participar aqui na secção videochat do site, entrando à hora marcada.
A tertúlia é organizada no âmbito do programa de apoio à parentalidade “Uma Janela Aberta à Família”, da ARS Algarve em parceria com os hospitais públicos da região.