ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

05/01/13

«50 livros que toda a gente deve ler»


«Não há listas perfeitas. Escolher 50 livros (ou 100) implica sempre deixar de fora muitas obras igualmente importantes - ou até mais importantes - que poderiam com toda a justiça estar no lugar destas. Conscientes de que é impossível agradar a gregos e a troianos, pretendemos fazer uma seleção equilibrada, com natural predomínio dos clássicos (essas obras que já passaram o crivo do tempo e entraram no cânone), mas também com algumas apostas pessoais dos colaboradores, escolhas talvez menos óbvias e que esperamos possam corresponder a surpresas e descobertas.

Estes 50 títulos foram fixados após um processo de sobreposição de várias listas. A ordem em que aparecem não reflete qualquer juízo de valor comparativo. E uma coisa é certa: mais ou menos consensuais, todos os livros sugeridos têm uma qualidade literária acima de qualquer suspeita.»


Texto publicado na revista Atual (semanário Expresso) de 18 de Agosto de 2012

Ver os títulos (alguns com capas de edições antigas) aqui

04/01/13

Os livros de 2012: escolhas de O Público

 (sem ordem gradativa)

- “1Q84” livro 2 e livro 3, de Haruki Murakami (Casa das Letras)

- “A Arte de Viver à Defesa”, de Chad Harbach (Civilização)

- “A Confissão da Leoa”, de Mia Couto (Caminho)

- “A Instalação do Medo”, de Rui Zink (Relógio D'Água)

- “A Lebre de Olhos de Âmbar”, de Edmund de Waal (Sextante)

- “A Mão do Diabo” de José Rodrigues dos Santos (Gradiva)

- “A Piada Infinita” de David Foster Wallace (Quetzal)

- “A Poesia do Pensamento. Do Helenismo a Celan”, de George Steiner (Relógio D'Água)

- “A Rapariga Sem Carne”, de Jaime Rocha (Relógio D'Água)

- “A Terceira Miséria”, de Hélia Correia (Relógio D'Água)

- “A Travessia”, de Cormac McCarthy (Relógio D'Água)

- “Agora e na Hora da Nossa Morte”, de Susana Moreira Marques (Tinta da China)

- “Aniki-Bobó”, de Manuel António Pina (Assírio & Alvim)

- “Arco-Íris da Gravidade”, de Thomas Pynchon (Bertrand)

- “As Cinquenta Sombras de Grey” de E. L. James (Lua de Papel)

- “As Minhas Lembranças Observam-me”, de Tomas Tranströmer

(Sextante)

- “Até ao Fim da Terra”, de David Grossman (D. Quixote)

- “Axilas e Outras Histórias Indecorosas”, de Rubem Fonseca (Sextante)

- “Cafuné” de Mário Zambujal (Clube do Autor)

- “Camilo Íntimo - Cartas inéditas de Camilo Castelo Branco ao Visconde de Ouguela", com prefácio de A. Campos Matos e posfácio de João Bigotte Chorão (Clube do Autor)

- “Contos Completos”, de Lydia Davis ( Relógio D'Água)

- “Dentro de Ti Ver o Mar”, de Inês Pedrosa ( D. Quixote)

- “Dentro do Segredo - Uma viagem na Coreia do Norte” de José Luís Peixoto (Quetzal)

- “Diários” de Al Berto (Assírio & Alvim)

- “Estação Central”, de José Tolentino Mendonça (Assírio & Alvim)

- “Já Então a Raposa era Caçador”, de Hertha Müller (D. Quixote)

- “Jesus Cristo Bebia Cerveja“, de Afonso Cruz (Alfaguara)

- “Joseph Anton”, de Salman Rushdie (D. Quixote)

- “Limonov”, de Emmanuel Carrère ( Sextante)

- “Mazagran”, de J. Rentes de Carvalho (Quetzal)

- “Mel”, de Ian McEwan (Gradiva)

- “Num Lugar Solitário”, de Ana Teresa Pereira ( Relógio D'Água)

- “O Bom Soldado Švejk” de Jaroslav Hasek (Tinta da China)

- “O Coleccionador de Mundos”, de Ilija Trojanow (Arkheion)

- “O Legado de Humboldt”, de Saul Bellow (Quetzal)

- “O Mentiroso”, de Henry James ( Sistema Solar)

- “O Murmúrio do Mundo”, de Almeida Faria (Tinta da China)

- “O Novíssimo Testamento e Outros Poemas”, de Jorge Sousa Braga (Assírio & Alvim)

- “O Sino da Islândia”, de Halldór Laxness (Cavalo de Ferro)

- “O Tempo Envelhece Depressa”, de Antonio Tabucchi ( D. Quixote)

- “O Teu Rosto Será o Último”, de João Ricardo Pedro (D. Quixote)

- “O Varandim seguido de Ocaso em Caravangel”, de Mário de Carvalho (Porto Editora)

- “Os Enamoramentos” de Javier Marias (Alfaguara)

- “Os Malaquias” de Andréa del Fuego (Porto Editora)

- “Os Portugueses no Holocausto”, de Esther Mucznik ( Esfera dos Livros)

- “Os Transparentes”, de Ondjaki (Caminho)

- “Persépolis”, de Marjane Satrapi (Contraponto)

- “Poemas para Leonor”, de Maria Teresa Horta (D. Quixote)

- “Poesia Reunida”, de Maria do Rosário Pedreira (Quetzal)

- “Poesia Reunida”, de Vasco Graça Moura (Quetzal)

- “Poesia”, de Daniel Faria (Assírio & Alvim)

- “Salazar e o Poder – A Arte de Saber Durar”, de Fernando Rosas (Tinta da China)

- “Sandokan & Bakunine”, de Bruno Margo ( Teorema)

- “Se Fosse Fácil Era para os Outros”, de Rui Cardoso Martins (D. Quixote)

- “Teoria Geral do Esquecimento”, de José Eduardo Agualusa (D. Quixote)

- “Todas as Palavras”, de Manuel António Pina (Assírio & Alvim)

- “Trás-os-Montes” de Tiago Patrício (Gradiva)

- “Um Piano para Cavalos Altos”, de Sandro William Junqueira (Caminho)

- “Um Sopro de Vida (Pulsações)”, de Clarice Lispector (Relógio D’Água)

- “Uma Morte Súbita”, de J. K. Rowling ( Editorial Presença

02/01/13

“Dez bons livros para crianças e jovens publicados em 2012”, por Rita Pimenta, n' O PÚBLICO


«Privilegiámos as obras em que texto e imagem se conjugam numa harmonia feliz, quisemos divulgar novos autores e também pequenas editoras. Mas a qualidade foi o critério maior.
Entre poesia, fantástico, aventura, actividades e problemas existenciais na adolescência, aqui fica uma amostra do que se criou em Portugal durante o ano que agora termina. Alguns dos livros que se seguem foram sendo divulgados na página Crianças, nas edições de sábado, e no blogue Letra Pequena. Outros não. Ordenámos a selecção por ordem alfabética do título.

A melhor escolha, no entanto, é aquela que cada criança faz quando se passeia pelas livrarias. Com essa prática, há-de encontrar o livro certo.»

A Casa do João - Texto: João Manuel Ribeiro; Ilustração: João Vaz de Carvalho
Edição: Trinta Por Uma Linha; 32 págs., 12,50€

Inspirado na lengalenga A casa do João, dois “Joões” criaram um belo livro. Nesta casa, mora uma família com as idiossincrasias próprias de todas elas. Mas também ali habita a bruxa Mafalda, o Migalha (que é um cão), um rato e um gato, a Mariana e até um poeta. Para conhecer todos os seus habitantes, reais e imaginários, terá de se deter a observar as inconfundíveis imagens de João (Vaz de Carvalho) e as palavras sempre renovadas de João (Manuel Ribeiro).

Achimpa - Texto e ilustração: Catarina Sobral; Edição: Orfeu Negro; 40 págs., 14,90€

Depois de se estrear (e bem) com o livro Greve, Catarina Sobral criouAchimpa. Se o leitor não conhece a palavra, não se preocupe. Ou melhor, preocupe-se e tente descodificá-la. Segundo a narrativa da autora, o registo de “achimpa” foi encontrado “num velho e caquético dicionário”. Todos passaram a querer usar a nova palavra, mas não sabiam como.“Então, alguém se lembrou de perguntar à D.ª Zulmira (que tinha 137 anos) se ela conhecia aquela palavra esquisita.”E logo a senhora corrigiu quem perguntava. “Não é ‘achimpa’, mas ‘achimpar’, um verbo da primeira conjugação”, explicou prontamente. “Ao que parece, achimpava-se, sempre se tinha achimpado e achimpar-se-ia enquanto houvesse gente no mundo.” Uma ideia inteligente e divertida (sobretudo para quem gosta de palavras e de as estudar), envolta em ilustrações no mesmo tom.

Atenção! Sou Um Adolescente - Texto: Luísa Ducla Soares; Ilustração: Filipe Alves
Edição: Civilização Editora; 96 págs., 7,70€

O Gonçalo tem 13 anos e (diz a mãe) “não é carne nem peixe”. Para o motorista do autocarro em que vai para a escola, o melhor era a “miudagem” da idade dele “ser metida num armário fechado à chave e só sair de lá aos dezoito”. O mau feitio do motorista tem uma explicação: os jovens fogem de pagar bilhete porque gastaram o dinheiro do passe a carregar o telemóvel. A antipatia da mãe justifica-se por o marido se ter apaixonado por uma brasileira. O adolescente descreve-a desta forma, depois de um samba: “Comecei a pensar na minha mãe, sempre a trabalhar, pálida, cada vez mais magra, com o seu rabo de cavalo triste e não pude deixar de fazer comparações. O cabelo da brasileira cai-lhe pelas costas como uma cascata, leve, solto, cor de asa de corvo. Os olhos dela brilham e a pele, reluzente com cremes, cheira a baunilha. Mas quis afastar o pensamento…” Luísa Ducla Soares é assim, põe-se no lugar das personagens em crescimento e não tem preocupações em chocar mentalidades conservadoras. De parabéns está igualmente Filipe Alves, que criou ilustrações sóbrias para os momentos mais importantes da narrativa.

Mar - Texto: Ricardo Henriques; Ilustração: André Letria
Edição: Pato Lógico; 56 págs., 14,90€

A obra lança uma interrogação logo à partida: “Se o nosso planeta tem mais mar que terra, então porque é que não se chama planeta Mar?” Segue-se um alfabeto temático, com água por todos os lados. Começa precisamente com a definição de “água” e acaba com a de “zooplâncton”. Em rigor, este livro é um “actividário” (actividades + abecedário), dizem os autores, que apresentam assim a co-autoria de Mar: textos de Ricardo Henriques, “com bitaites de André Letria”; ilustrações de André Letria, “com alvitres de Ricardo Henriques”. O tom das explicações de cada entrada é divertido, mas rigoroso. Ou seja, sério sem ser fúnebre. As propostas de actividades são variadas e criativas, podendo ir da observação de estrelas (“deita-te de papo para o ar numa noite estrelada e tenta descobrir Órion e outras constelações”) à construção de uma alforreca com uma bola velha de borracha (“faz uma alforreca utilizando materiais reutilizáveis”). Na contracapa, escreve-se: “As missões impossíveis são as únicas bem-sucedidas.” Palavras do marinheiro mais famoso de sempre: Jacques Cousteau.

No Labirinto do Minotauro/O Túmulo Perdido - Texto: Bárbara Wong e Ana Soares; Ilustração: Patrícia Furtado; Editora: Alfaguara/Objectiva; 168 págs., 11,90€

Uma colecção (já vai no terceiro volume) assinada pelas co-autoras do blogue Educar em Português, Ana Soares e Bárbara Wong, sobre os clássicos da mitologia grega. “Os miúdos vibram com vampiros, lobisomens, feiticeiros mas, na génese de tudo isso, estão os gregos, e eram esses que queríamos dar a conhecer”, disseram ao PÚBLICO pouco depois do lançamento dos dois primeiros volumes, em Julho. Os episódios vividos por cinco personagens que se aventuram pela Grécia e a quem os deuses irão confiar uma grande responsabilidade vão para além dos livros, tendo continuação/interacção no site Olimpvs.net. A série destina-se a leitores pré-adolescentes e adolescentes e houve a preocupação de criar materiais para os professores poderem explorar o universo dos diferentes títulos. Para Fernando Pinto do Amaral, comissário do Plano Nacional de Leitura, é louvável o facto de se “transmitir aos jovens a importância da mitologia grega, cultura de que somos herdeiros, e de diluir as fronteiras entre o objecto livro e os novos suportes”.

O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca - Texto: Ana Pessoa; Ilustração: Bernardo Carvalho; Edição: Planeta Tangerina; 150 págs., 14€

Livro distinguido com o Prémio Branquinho da Fonseca 2011. “O Caderno Vermelho é, antes de mais, um caderno de apontamentos. Não é um diário com um discurso intimista e angustiado. É um caderno, no qual a N, lutadora, explora a sua criatividade e se liberta. Escreve sobre o irmão, sobre o karaté, sobre as amigas, mas também sobre o método científico, sobre o próprio caderno e inventa histórias que não têm nada que ver com o seu dia-a-dia. É uma personagem forte e autoconfiante, não anda mal com o mundo. Mas questiona-se sobre ele”, disse a autora, Ana Pessoa, ao PÚBLICO, em Agosto, para um trabalho em que sugerimos leituras de Verão. A obra iniciou a publicação “para mais crescidos” do Planeta Tangerina, na colecção Dois Passos e Um Salto, com ilustrações de Bernardo Carvalho. “Nunca pensei publicar um livro tão bonito, de capa dura, com ilustrações tão fantásticas.” Tudo verdade. “Quando terminei, não tinha a certeza se tinha escrito um livro juvenil. Eu queria que O Caderno Vermelho fizesse sentido para os outros, mas este não foi o ponto de partida. Interessa-me sobretudo escrever mais e melhor, não para um grupo-alvo específico.” Mas os jovens gostaram.

O Grande Chefe - Texto: Carlos Nogueira; Ilustração: David Pintor; Edição: Tcharan;
13 págs; 12,90€

Conhecido por todos como O Grande Chefe, o líder de uma aldeia fazia crer que “era o homem mais corajoso à face da Terra”. Dizia-se que “vencia demónios, bruxas e duendes maus, ogres do tamanho de árvores. Também se contava que ele obrigara a Morte a fazer uma promessa. A Morte, que a todos aterroriza e a quem ninguém escapa, prometera que nunca iria à aldeia procurar O Grande Chefe. O próprio Diabo, que vivia do outro lado da montanha, fugia dele”. Uma narrativa poética, com ironia sub-reptícia. Os leitores que nasceram há mais tempo não terão dificuldade em reconhecer as características despóticas de quem domina. Mas os líderes, tal como o desta história, também tombam. Aqui, com a ajuda de uma criança. Aplauso para a atmosfera quente criada pelas ilustrações de David Pintor.

Os Ciganos - Texto: Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares; Ilustração: Danuta Wojciechowska; Editora: Porto Editora; 64 págs., 18,80€

A parte inicial deste conto tem a assinatura de Sophia de Mello Breyner, foi descoberta por entre o seu espólio literário em 2009 e acredita-se, pela observação da caligrafia da autora, que date de meados dos anos 1960. Informações que a sua filha Maria partilha com os leitores numa nota prévia ao conto inédito Os Ciganos. Pedro, o neto de Sophia e sobrinho de Maria, teve “a ousadia” (palavras do próprio) de o completar. Fez bem (e fê-lo bem).
A história começa assim:“Era uma vez uma casa muito arrumada onde morava um rapaz muito desarrumado. E o rapaz tinha a impressão de que não era feito para morar naquela casa.” Um dia, “com o coração batendo, saltou o muro”. Descobriu os ciganos. Ainda que uma voz interior lhe repetisse “foge destes homens”, Ruy seguiu com eles. E é aqui que Sophia se cala.
Entra o neto, Pedro Sousa Tavares: “Nesse instante, as pernas saltaram-lhe para a frente, como se o seu corpo fosse agora uma marioneta, obedecendo a alguma força superior. Tropeçou em cada buraco do caminho. Fez estalar cada galho seco no chão. Por milagre, ninguém se apercebeu da algazarra (…).” A descrição continua até que o rapaz se esconda na carroça e siga viagem. O protagonista há-de voltar a casa mais sábio e habilidoso, assim decidiu o co-autor. As palavras de uma e outro (avó e neto) são grafadas a cores diferentes, azul para Sophia, preto para Pedro. E este espera que o livro seja “lido como um todo”. Objectivo alcançado. Uma nota para a ilustradora Danuta Wojciechowska, que ampliou e iluminou o sentido da narrativa. Com talento.

Pequeno Livro das Coisas - Texto: João Pedro Mésseder; Ilustração: Rachel Caiano
Edição: Caminho; 56 págs., 10,90€

Se há livros delicados, este é um deles. A poesia suave de João Pedro Mésseder, aliada à expressão subtil de Rachel Caiano, faz da leitura dePequeno Livro das Coisas um momento de desaceleração e paz. E não se pense que os leitores mais novos não aderem a essa mudança de ritmo. O poema a Sombra quieta é um bom espelho do convite a uma pausa: “Era uma vez uma sombra/ que não parava de estar quieta. / Quanto mais quieta estava/ mais o pobre corpo/ se mexia e saltava, esbracejava, corria./ Tomado pelo medo, / o corpo acabou por fugir/ daquele sinistro lugar. / Nunca mais ninguém o viu. / E a sombra?/ Ainda lá está. / Ali, naquele lugar.” Um livro para ler devagar.

Lucas Scarpone: Seis Fantasmas e Meio (1.ª parte) - Texto: Álvaro Magalhães; Ilustração Carlos J. Campos; Edição Asa; 112 págs., 8,50€

Tudo se passa no país imaginário Gatália, “em forma de bota” e “rodeado pelo mar”. Qualquer semelhança com Itália (não) é pura coincidência. Aí, vive o protagonista desta série. De seu nome Lucas Scarpone, um gato. Escreve, pesca e dorme a sesta. É mesmo o presidente do GAS – Gatos Amigos da Sesta. E tem um dom, se assim se lhe pode chamar: o de conseguir ver fantasmas. Eis o motivo por que acabará por se transformar num agente do CAT – Centro de Actividades Transcendentais. A descoberta de que os seus verdadeiros pais não são quem ele pensava e o acender de uma paixão vão alterar-lhe o destino. Já não pode viver sem Pandora, jornalista da Sexto Sentido, publicação que investiga casos paranormais. “Eles comem dois peixes apaixonados e também se ‘apeixonam’…” A primeira aventura está dividida em duas partes (dois volumes) e trata do seu primeiro caso. Álvaro Magalhães continua a imprimir ironia em todos os trabalhos que faz. Independentemente da idade do público a que se dirige, encontramos humor, crítica e elegância narrativa. Nesta série faz-se acompanhar (e bem) por Carlos J. Campos. Uma dupla que já assina em conjunto a colecção de inegável êxito Crónicas do Vampiro Valentim, com vendas na ordem dos cem mil exemplares e traduzida em espanhol e coreano. Prevê-se novo sucesso.

21/12/12

O Pátio de Letras deseja-lhe ...

Quatro Minutos Antes e Outras Mensagens Curtas

















Apresentação do livro de estreia de Carlos Azevedo, prof. na Ualg, residente em Faro desde 2009, pela Dra. Alexandra Gonçalves, docente da Ualg, actualmente Vereadora da Cultura na CMF.

Leitor atento e regular, em particular de ficção, carlos Azevedo aventura-se agora na edição de um livro que recolhe textos escritos em blogs, cartas e outros inéditos.
Prepara um romance a lançar na primeira metade de 2013. Não escreve de acordo com o Acordo.
É lic. pelo ISEG e especialista em Gestão e Administração (Sistemas de Informação). Desempenhou cargos de relevo em várias empresas e organismos, como a Galp e a REN, trabalhou em diversos países estrangeiros e é actualmente docente convidado na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Ualg.

18/12/12

Novidades nas estantes do Pátio





















QUATRO MINUTOS ANTES
Carlos Azevedo

Livro de estreia deste autor, professor na UAlg, que se aventura na edição com esta recolha de textos curtos, histórias, crónicas e outras coisas, escritos em blogs, cartas e outros inéditos.

DG Edições, 10€

A RAPARIGA SEM CARNE
Jaime Rocha

 “Ela afasta os lençóis. O seu rosto tornara-se um pouco mais escuro, adquirira um tom esverdeado. Há qualquer coisa nela de malsão, de não humano. Para Mateus, as cicatrizes daquele corpo já não se assemelham a cortes sarados mas a sinais de nascença ou a marcas de sangue dos antepassados. “

Relógio D’Água, 12 €

NÃO ABRAS OS OLHOS
John Verdon

Duas semanas é o prazo que o inspetor de homicídios Dave Gurney se impõe para resolver um caso intrigante: uma jovem noiva é decapitada durante o copo-d'água, rodeada por centenas de convidados. Não há testemunhas, arma do crime ou qualquer pista do assassino. Um desafio ao qual é impossível resistir. Mas a que custo?

Porto Editora, 16.60

GUIA DAS AVES DE AQUILINO RIBEIRO
Aquilo Ribeiro

 

Antologia de excertos da obra aquiliniana, ilustrado por aguarelas do biólogo e artista plástico Maico, e com um CD com excertos lidos por Fernando Alves, gravações de aves do projecto "Paisagens Acústicas Naturais de Portugal" e peças musicais originais de José Eduardo Rocha.

 

Boca, 16€


BEATLES EM PORTUGAL
Luís Pinheiro Almeida

Dez anos depois da primeira edição, o livro de Luís Pinheiro de Almeida chega numa versão melhorada e aumentada, com um exaustivo inventário de tudo o que em Portugal disse e diz respeito aos Fabulous Four.

Assírio & Alvim, 23

 

SONGBOOK

Adriano Correia de Oliveira

Adriano Correia de Oliveira (1942-1982) marcou cultural e socialmente uma época na música popular portuguesa. Os 25 temas musicalmente transcritos para este livro foram seleccionados tendo como base uma visão abrangente de toda a obra do autor, não deixando de integrar, todos os seus múltiplos sucessos.

Prime Books, 14.90€

HUMANUS

Pessoas Iguais, Culturas Diferentes
Paulo Finuras

Porque existem culturas mais prósperas e sociedades mais desenvolvidas do que outras? Que relação existe entre a cultura, a democracia e o desenvolvimento das sociedades? Por que razão há mais suicídios e crimes nuns países do que noutros? O presente livro aborda de forma clara, lúcida e sucinta estas questões e muitas outras que tantas vezes nos surpreendem no dia-a-dia.

Sílabo, 24.90€

NOS BASTIDORES DOS TELEJORNAIS - RTP, SIC E TVI

Adelino Gomes

Como se editam os telejornais das 20h nas três grandes estações de televisão em Portugal? Adelino Gomes acedeu aos bastidores dos telejornais da RTP1, SIC e TVI e registou como se faz de um acontecimento uma notícia, o que fica de lado e porquê, como se decidem os alinhamentos e os intervalos...

Tinta da China, 15.90€

BASTA!

O que fazer para tirar Portugal da crise
Camilo Lourenço

Depois de três bancarrotas em 34 anos, caso único na Europa, será que ainda não aprendemos a lição? Temos uma oportunidade única para inverter o rumo de Portugal. Basta ter coragem. Um livro esclarecedor, que ajuda a compreender o estado em que o país se encontra e, mais importante, aponta caminhos para evitar erros do passado e recuperar a prosperidade.

Matéria-Prima, 16€

ESTADO E AS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

Carlos Oliveira Cruz, Rui Cunha Marques

As parcerias público-privadas (PPP) torna­ram-se exemplos de gastos desadequados do estado português e uma das principais causas do descontrolo das contas públicas. Esta é uma oportunidade para esclarecer o que são as PPP, para que servem, como foram feitas, quais foram os ganhos e os gastos envolvidos, quem perdeu e quem ganhou.

Edições Silabo, 12.90€

 

LIMONOV

Emmanuel Carrère

“Limonov não é uma personagem de ficção. Ele existe. Eu conheço-o. Foi um marginal na Ucrânia; ídolo do underground soviético na era Brejnev; sem-abrigo e depois criado de quarto de um milionário em Manhattan; escritor de vanguarda em Paris; soldado perdido na guerra dos Balcãs…“ Emmanuel Carrère

Sextante, 17.70€

CASTRO MARIM, DOS FORTES REZA A HISTÓRIA
António José Pereira da Costa

Desde que o Algarve foi incorporado no reino de Portugal, Castro Marim constituiu a sua principal e duradoura praça defensiva, e continuou a sê-lo através das vicissitudes dos conflitos fronteiriços. Obra de um soldado e historiógrafo, este estudo é aliado da experiência.

Gente Singular, 15€

Novidades para os mais novos
















VEÍCULOS, MÁQUINAS E MOTORES

Vários
Um livro com ilustrações interactivas para ficares a saber tudo sobre o funcionamento das máquinas e dos veículos que andam, voam e flutuam.

Edicare, 19.95€

 

À VOLTA DO MUNDO

Vários

Um atlas que vai iniciar os mais pequenos na exploração de diferentes culturas! Um livro com separadores, continente a continente, para descobrir 80 animais, locais, instrumentos musicais ou meios de transporte, com a ajuda de um mapa desdobrável e 80 autocolantes reutilizáveis.

Edicare, 14.50€

 

COMO FUNCIONAM AS MÁQUINAS

Nick Arnold, Allan Sanders

Explora os conhecimentos científicos que estão na base de algumas máquinas e mecanismos simples - desde alavancas e engrenagens a roldanas e manivelas. Depois constrói as tuas próprias máquinas e descobre como funcionam.

Edicare, 14.95€

O LIVRO DOS CORAÇÕES

Luciana Graça, Raquel Pinheiro 

Um contributo para a exploração da temática da afectividade entre as crianças e os pais, avós e irmãos, que incentiva os mais novos a olhar para os mais velhos como uma peça-chave de qualquer núcleo familiar.

Booklândia, 12.99€  

A BANDA DOS ANIMAIS

Vários

Um livro sonoro para descobrir, basta carregar nas teclas e dançar ao som da música dos animais! Uma história onde podem aprender o nome e os sons dos diferentes instrumentos.

Edicare, 13.95€

PORQUE E QUE NAO POSSO FAZER O QUERO

Oscar Brenifier


Como todas as crianças, Filipe faz perguntas frequentes. Com a ajuda do seu bonequinho Zof, ele procura encontrar respostas questionando o mundo que o rodeia. Um passeio em forma de conto que aborda as primeiras grandes perguntas dos mais pequenos!


Edicare, 6.95€

PREDADORES

 

Espantosos pop-up em 3 dimensões saltam das páginas para te dar a conhecer aranhas, tigres, crocodilos. Com factos interessantes e ilustrações fantásticas, numa inesquecível viagem interactiva pela vida selvagem.

D. Quixote, 16.60€

MARINHEIROS LENDÁRIOS

Philip Steele

Um livro precioso escrito por peritos, com janelas e ilustrações fascinantes. Descobre os métodos de navegação utilizados por navegadores famosos como Marco Polo e Cristóvão Colombo. Levanta a âncora! Com os grandes exploradores navega pelos sete mares e dá a volta ao mundo!

Edicare, 11.50€

14/12/12

Dom., 16 de Dez. 16h00: Álvaro Laborinho Lúcio e a sua “Narrativa Crítica da Justiça”


Apresentação, em diálogo com Jorge Langweg (Juiz Desembargador) e António Cabrita (advogado, membro do Conselho Superior da Ordem) do novo livro de Álvaro Laborinho Lúcio, O Julgamento, Uma Narrativa Crítica da Justiça.

Sobre Julgamento, Uma Narrativa Crítica da Justiça


“[…] este é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de graves desígnios de certeza como fundamento de uma razão que se quer ver reconhecida. É uma memória… apenas memória! Como acontecia com as testemunhas que eu ouvi! Sem preocupações científicas, falando para gente comum, este livro de restos procura a justiça seguindo o trilho deixado pelas pegadas de muitos. Pelas minhas próprias pegadas. Nele encontro histórias. Revejo factos. Surpreendo pessoas. Releio ensaios. Confesso fracassos. Esqueço erros. Louvo e censuro. Num constante recomeço. Tudo na ilusão, apenas, da justiça.”

Laborinho Lúcio é uma personalidade do maior relevo no mundo da cultura judiciária e da cidadania.
Lic. em Direito pela Fac de Direito da Universidade de Coimbra, exerceu funções como Ministério Público e Juiz em diversos Tribunais, foi Inspector do M.P e Director da Escola de Polícia Judiciária. Viria depois a ser grande dinamizador da criação, em 1979, do Centro de Estudos Judiciários, de que foi carismático Director entre 1981 e 1990, e que representou uma total mudança de paradigma na formação de magistrados.

Em 1990, foi Ministro da Justiça no governo de Cavaco Silva, que integrou como independente, tendo depois sido eleito Deputado à Assembleia da República. Em 2003 foi nomeado Ministro da República nos Açores, pelo Presidente Jorge Sampaio.

É actualmente Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo tribunal de Justiça.

Sem nunca ter abdicado de expor e defender as suas ideias, a sua intervenção pública pautou-se sempre, no entanto, pela discrição.
Participa em várias Associações Cívicas e de Solidariedade Social.

Recebeu a Grã-Cruz da Ordem de D. Raimundo de Peñaforte, do Rei de Espanha Juan Carlos I, e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo a 8 de Junho de 2005.

07/12/12

Dom. 9/12, 16h

Antónia Costa Rodrigues, que viveu quase toda a sua vida em Faro, vai certamente encantar miúdos e graúdos com a apresentação do seu livro ilustrado "A menina Que vivia no país Azul"
(Chiado Ed.)

 

Cabazes de Natal no Pátio de Letras: LEYA MAIS POR MENOS



Campanha válida até 25 de Dez., em livros das 19 editoras Leya  compra mínima 2 livros  

04/12/12

Apresentação do livro da "quase farense" Antónia Costa Rodrigues



















Domingo, 9 de Dezembro, às 16h00, apresentação no Pátio do livro "A Menina que Vivia no País Azul", da Chiado Editora, de Antónia Costa Rodrigues.

Antónia Rodrigues, nasceu a 6 de Janeiro de 1957 em Reguengos de Monsaraz, donde parte para Faro aos 8 anos de idade.
Com uma infância muito feliz, é no entanto o seu avô paterno a grande referência que pauta a sua vida.
Estuda até ao 7º. ano no Liceu Nacional de Faro. Quer ser professora primária mas vê o seu sonho interrompido por razões familiares.
Encontra na revolução do 25 de Abril forma de se libertar, abraça a causa defendendo ideais que completou participando em ações de alfabetização, voluntariado e teatro.
Aos 51 anos deixa o Algarve por motivos de trabalho e ruma a Foros de Salvaterra. Vive numa quinta onde reencontrou os cheiros e os sabores do campo que partilha com a sua família, descobrindo com o seu neto que há tempo dentro do tempo e que brincar é um apelo à energia dos afetos.