ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

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31/10/08

Happy Hour, 31 Out - 1 Nov


nas comemorações dos 20 anos da Cotovia, o Pátio de Letras oferece:

- 5% desconto nos livros com PVP entre 11 € 20 €
- 10 % desconto nos livros com PVP superior a 20 €

17/10/08

POEMÁRIO

Happy Hour de Livros

6ª f e sábado, dias 16 e 17, das 20 às 24 horas

tema em destaque/promoção: poesia


10/10/08

Happy Hour

sexta e sábado, dias 10 e 11 de Outubro
das 20 às 24hoo

tema em divulgação/promoção (10% desconto):

Da guerra em Àfrica ao 25 de Abril


02/10/08

A guerra em África: uma ferida por sarar?

sexta feira 3 e sábado 4 de Outubro, entre as 20h00 e as 24h00:

happy hour de livros

(10% desconto nos livros seleccionados sobre aquela temática)

dia 4, sábado, às 21h30: à conversa com o jornalista Joaquim Furtado



25/09/08

Happy Hour - ficções do mundo

6ª f 26 e sábado 27 de Setembro - das 20h às 23h

autores galardoados, alternativos, consagrados, estreantes, reflexivos, populares, misteriosos, divertidos .... todos todos profundamente humanos e tocantes dão-nos, cada um à sua maneira, um mundo de ficção, ficções de todo o mundo.

Descubram ou reencontrem:

William Faulkner Khaled Hosseini Yasmin Crowther Steve Berry Diane Ackerman Woody Allen Pedro Juan Gutierrez Ismaïl Kadaré Truman Capote Kitty Fitzgerald Pascal Quignard
Dino Buzzati Stefan Zweig Zhu Xiao-Mei Mário de Carvalho
André Gide Joseph Conrad Tabajara Ruas


Happy Hour - divulgação /promoção do livro e da literatura

10% desconto

18/09/08

12/09/08

Espaço à Poesia

6ª f e sábado, dias 12 e 13 de Setembro

(a partir das 20h00)

Happy Hour - POESIA em destaque

*

sábado dia 13 de Setembro, às 21h30

Apresentação de livros de Poesia e leituras
Pedro Afonso e Manuel Moya

Apresentação da revista Sulscrito nº 2


*
as roupas

corriam corriam corriam
pelo campo a respiração esverdeava
em fuga até deitar por fora os pensamentos
planavam sós numa clareira sombria

corriam nus despidos e quentes
sentindo sentindo sentindo
o mundo roçar-lhes raspar-lhes a pele os flancos
e sob os pés os cortes de estarem vivos vivos vivos

e na paragem dos corpos
todos os fluidos se libertavam na terra
a lama onde lutavam pelo ar enquanto
lhes sarava a pele e o fôlego

possuiam-se à força cravados como espinhos
nas carnes um do outro até doer nos muros
colando os corpos de baba e sangue e pó e unhas
raspavam-se nas árvores que assistiam mortas

e geravam lagartos que a ela lhe saíam do sexo
e que ele depois comia comia comia
e enterravam-se e sustiam a respiração
até quase não voltarem a ver poder pensar

depois voltando ao sítio de partida
choravam que se cegavam de vergonha
inconsoláveis mordiam os lábios sem olhar os corpos
de novo a presença das roupas crescia crescia crescia

Pedro Afonso


CANCIÓN DEL TAJO

Me quiero navegable como el Tajo
y que un hato de lucios o de tencas
salten por mi vientre.
En invierno quiero dar calor a una comarca
y en verano arrancar el escalofrío de un niño.

Me quiero navegable
y que los barcos crujan en mis huesos
y bailen las muchachas al compás de una orquesta,
que los viejos pesquen en mi orilla
y no falte al arenero su jornal, su vaso de alma.

Me quiero navegable y ser por un momento
reflejo de esos pájaros que cruzan
volando el continente,
nubes a quienes nada importa
quedarse en el camino
o deshacerse como uva en el lagar del cielo.

Me quiero navegable y estar pasando a veces
y cantar a mi modo
canciones muy sencillas y tristes.

Manuel Moya

28/08/08

happy hour: literatura lusófona


6º f e sábado - dias 29 e 30 de Agosto
às 21h30

literatura lusófona em destaque/promoção


Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E um profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua

Vamos atentar para a sintaxe paulista
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Cadê?
Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Hollanda resgate
E Xeque-mate, explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Sejamos o lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisa como rã e ímã...
Nomes de nomes como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé, Maria da Fé
Arrigo Barnabé

Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o recôncavo, e o recôncavo, e o recôncavo
Meu medo!

A língua é minha Pátria
E eu não tenho Pátria: tenho mátria
Eu quero frátria

Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no Pão de Açúcar
Tá craude brô, você e tu lhe amo
Qué que'u faço, nego? Bote ligeiro
Nós canto falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.


Caetano Veloso

22/08/08

Happy Hour e...Promoção Booket

2 em 1

Porque estamos a fazer algumas alterações logísticas (aumento do número de estantes, duas das quais exclusivamente dedicada às novidades editoriais), esta semana a Happy Hour de 6ªf e sábado será ainda dedicada ao tema que tão a propósito vem, aliás, da exposição patente no Pátio de Letras: 00Flemiing, ou seja,

polícias e ladrões/vilões e espiões

Contamos ter então já em curso a PROMOÇÃO BOOKET (livros de bolso de qualidade - ver catálogo aqui) distribuídos pela Dom Quixote:

PAGUE 1, LEVE 2


























Esperamos ter também já disponíveis os livros da editoras COTOVIA, bem como novos livros da Gradiva, para além dos ontem recebidos da Presença e Caminho.

Até final da semana ou no início da próxima mais editoras farão a sua "estreia" no Pátio de Letras: a QUIDNOVI, a AFRONTAMENTO e a CAMPO das LETRAS.

Entretanto esperamos a entrega de muitos livros pedidos à Relógio d'Água e alguns outros de outras editoras que estão, ao menos aparentemente, de férias. desde o início de Agosto.

15/08/08

polícias e ladrões

vilões e espiões

HAPPY HOUR


10% desconto

em todos os livros policiais
e de/sobre espionagem

(literatura, ensaio, biografias)


6ª feira 15 e sábado 16

das 20h00 às 23h00



Aproveite e atente na exposição 00Fleming, comemorativa do centenário do criador de James Bond, uma lição de História com estórias de bonds, bombs and blonds!







29/07/08

Happy Hour todos os dias ...

de 31 Julho a 12 Agosto

A partir de hoje, decorridos que são pouco mais de 15 dias desde a sua inauguração, o Pátio de Letras alargou para o dobro o espaço expositivo de livros.

E durante o período em que irá decorrer a Feira do Livro de Faro, o Pátio de Letras alarga a Happy Hour das 6ªas e sábados para todos os dias da semana e para todos os livros (*) e ainda antecipa o seu início para as 19h00.

(*) 10% desconto

25/07/08

autores portugueses na Happy Hour "CONTOS"

Alguns dos livros e autores portugueses em destque na Happy Hour da passada 6ª e sábado no Pátio de Letras

«Para qualquer pessoa em isolamento, que não fala por não ter com quem falar
, os livros, se sabe ler, tornam-se companheiros, amigos carinhosos, com quem de boa vontade se trocam impressões. Por isso eu quero os meus.»

Wenceslau de Moraes (Lisboa, 1854 - Tokushima, Japão, 1929)

«Acabei de ler um extraordinário livro que, sendo sobre o culto do chá é, afinal, uma escola de vida. Há nas suas poucas folhas, momentos singulares em que o taoísmo, o confucionismo e o Zen se convocam para nos mostrar quanto enganados andamos na multiplicidade das nossas exigências, na quantidade das coisas que nos cercam. É «a reiteração do inútil» que caracteriza a maioria dos nossos lares. Ora só no vazio está a essência do todo, só ele permite preencher o espaço através da imaginação. Ao deixar algo por dizer, fica sempre a eventualidade de se completar a ideia, ensinou Laotse.»

J. A. B. n' A janela do ocaso



Maria Ondina Braga
(Braga 1932-Braga 2003)
romancista, cronista, poeta, tradutora


«O contacto com estes diversos mundos [Inglaterra, Angola, Goa, Macau] dar-lhe-á um conhecimento e a experiência que lhe permitirão escrever as suas primeiras narrativas, evocando, geralmente sob a forma de crónicas, os lugares por onde passou e as culturas com que conviveu. »

«a produção ficcionalística de Maria Ondina Braga é constituída por "narrativas tecidas sobre o quotidiano feminino que procura uma vivência inteira da existência, temperada pelo sentimento e pela consciência social"» Maria Alzira Seixo, citada pelo Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

Obras de Maria Ondina Braga no Pátio de Letras:
Vidas Vencidas (vencedor do Grande Prémio de Literatura dst, 2000), Nocturno em Macau, A Rosa de Jericó, Passagem do Cabo, O jantar chinês e outros contos


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Miguel Torga

(São Martinho de Anta, Vila Real, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995)

Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é a designação nortenha da urze, planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha. (continuar a ler aqui)
Considerado por muitos como um avarento de trato difícil e carácter duro, foge dos meios das elites pedantes, mas dá consultas médicas gratuitas a gente pobre e é referido pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa.

Continuar a ler >>>

Obras de Miguel Torga no Pátio de Letras:
Contos da Montanha; Novos Contos da Montanha; Bichos (infantil); Vindima; A criação do Mundo, O silêncio , Antologia Poética,;
e ainda, da autoria de Clara Crabbé Rocha: Fotobiografia de Miguel Torga

autores lusófonos na Happy Hour CONTOS

Alguns dos livros e autores lusófonos em destaque na Happy Hour da passada 6ª e sábado no Pátio de Letras

José Eduardo Agualusa (nascido no Huambo, Angola, a 13 de Dezembro de 1960)

«Um índio peruano atravessa lentamente, numa velha bicicleta, a imensa solidão do Sul de Angola. O que faz ali? Um diplomata angolano desaparece em Brasília como se nunca tivesse existido. Terá realmente existido? Na ilha de Moçambique um estranho estrangeiro tenta esquecer quem foi para melhor ser esquecido. Conseguirá iludir o passado? São Passageiros em Trânsito (como todos nós), mas nenhum conhece realmente o seu destino. »

Passageiros em Trânsito, Vinte contos para viajar



Ondjaki

(pseudónimo de Ndalu de Almeida, nascido em Luanda, 1977)

«Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria, tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.» Ondjaki

Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» 2007


Mia Couto
(António Emílio Leite Couto), nascido na Cidade da Beira, Moçambique, 1955

Tornou-se nestes últimos anos um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa. O seu trabalho sobre a língua permite-lhe obter uma grande expressividade, por meio da qual comunica aos leitores todo o drama da vida em Moçambique após a independência. Estreou-se nos contos e numa nova maneira de falar - ou "falinventar" - português, que continua a ser o seu "ex-libris". Nesta categoria de contos publicou:

Vozes Anoitecidas (Grande Prémio da Ficção Narrativa em 1990, ex aequo)
Cada Homem é uma Raça, Estórias Abensonhadas, Contos do Nascer da Terra, Na Berma de Nenhuma Estrada, O Fio das Missangas

Pepetela (Artur Pestana, Benguela, 1941)

«A ideia de angolanidade está presente em toda a sua obra mas de forma tão natural que não a condiciona do ponto de vista literário. Pepetela está a escrever não sobre Angola. Ele está escrevendo Angola, essa que há mas que ainda não existe, a sonhada e a geradora de sonhos. »

Mia Couto sobre Pepetela



No Pátio de Letras encontra estas e muitas outras obras destes autores


16/07/08

Happy Hour no Pátio de Letras


Até 31 de Outubro, todas as 6ªas e sábados das 20h00 às 23h00.

Um tema em destaque/preços promocionais nos livros

esta semana, dias 18 e 19, o tema alternativas