ABRIMOS NOS DOMINGOS 15 e 22 DEZ.

Aberto de 2ª a Sábado
das 10h às 14h e das 15h30 às 19h30
abrimos à noite para as sessões agendadas

AGENDA

29/07/08

Happy Hour todos os dias ...

de 31 Julho a 12 Agosto

A partir de hoje, decorridos que são pouco mais de 15 dias desde a sua inauguração, o Pátio de Letras alargou para o dobro o espaço expositivo de livros.

E durante o período em que irá decorrer a Feira do Livro de Faro, o Pátio de Letras alarga a Happy Hour das 6ªas e sábados para todos os dias da semana e para todos os livros (*) e ainda antecipa o seu início para as 19h00.

(*) 10% desconto

João Ubaldo Ribeiro

Prémio Camões 2008

Sobre o Prémio Camões e anteriores galardoados, ler aqui

Livros de João Ubaldo Ribeiro no Pátio de Letras :


Diário do Farol

O feitiço da ilha do Pavão

Miséria e Grandeza do Amor de Benedita

Já Podeis da Pátria Filhos (e outras Histórias)


Brevemente teremos também:

O Sorriso do Lagarto


(esgotados no editor: A Casa dos Budas Ditosos, Viva o Povo Brasileiro)

25/07/08

autores portugueses na Happy Hour "CONTOS"

Alguns dos livros e autores portugueses em destque na Happy Hour da passada 6ª e sábado no Pátio de Letras

«Para qualquer pessoa em isolamento, que não fala por não ter com quem falar
, os livros, se sabe ler, tornam-se companheiros, amigos carinhosos, com quem de boa vontade se trocam impressões. Por isso eu quero os meus.»

Wenceslau de Moraes (Lisboa, 1854 - Tokushima, Japão, 1929)

«Acabei de ler um extraordinário livro que, sendo sobre o culto do chá é, afinal, uma escola de vida. Há nas suas poucas folhas, momentos singulares em que o taoísmo, o confucionismo e o Zen se convocam para nos mostrar quanto enganados andamos na multiplicidade das nossas exigências, na quantidade das coisas que nos cercam. É «a reiteração do inútil» que caracteriza a maioria dos nossos lares. Ora só no vazio está a essência do todo, só ele permite preencher o espaço através da imaginação. Ao deixar algo por dizer, fica sempre a eventualidade de se completar a ideia, ensinou Laotse.»

J. A. B. n' A janela do ocaso



Maria Ondina Braga
(Braga 1932-Braga 2003)
romancista, cronista, poeta, tradutora


«O contacto com estes diversos mundos [Inglaterra, Angola, Goa, Macau] dar-lhe-á um conhecimento e a experiência que lhe permitirão escrever as suas primeiras narrativas, evocando, geralmente sob a forma de crónicas, os lugares por onde passou e as culturas com que conviveu. »

«a produção ficcionalística de Maria Ondina Braga é constituída por "narrativas tecidas sobre o quotidiano feminino que procura uma vivência inteira da existência, temperada pelo sentimento e pela consciência social"» Maria Alzira Seixo, citada pelo Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

Obras de Maria Ondina Braga no Pátio de Letras:
Vidas Vencidas (vencedor do Grande Prémio de Literatura dst, 2000), Nocturno em Macau, A Rosa de Jericó, Passagem do Cabo, O jantar chinês e outros contos


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Miguel Torga

(São Martinho de Anta, Vila Real, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995)

Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é a designação nortenha da urze, planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha. (continuar a ler aqui)
Considerado por muitos como um avarento de trato difícil e carácter duro, foge dos meios das elites pedantes, mas dá consultas médicas gratuitas a gente pobre e é referido pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa.

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Obras de Miguel Torga no Pátio de Letras:
Contos da Montanha; Novos Contos da Montanha; Bichos (infantil); Vindima; A criação do Mundo, O silêncio , Antologia Poética,;
e ainda, da autoria de Clara Crabbé Rocha: Fotobiografia de Miguel Torga

autores lusófonos na Happy Hour CONTOS

Alguns dos livros e autores lusófonos em destaque na Happy Hour da passada 6ª e sábado no Pátio de Letras

José Eduardo Agualusa (nascido no Huambo, Angola, a 13 de Dezembro de 1960)

«Um índio peruano atravessa lentamente, numa velha bicicleta, a imensa solidão do Sul de Angola. O que faz ali? Um diplomata angolano desaparece em Brasília como se nunca tivesse existido. Terá realmente existido? Na ilha de Moçambique um estranho estrangeiro tenta esquecer quem foi para melhor ser esquecido. Conseguirá iludir o passado? São Passageiros em Trânsito (como todos nós), mas nenhum conhece realmente o seu destino. »

Passageiros em Trânsito, Vinte contos para viajar



Ondjaki

(pseudónimo de Ndalu de Almeida, nascido em Luanda, 1977)

«Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria, tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.» Ondjaki

Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» 2007


Mia Couto
(António Emílio Leite Couto), nascido na Cidade da Beira, Moçambique, 1955

Tornou-se nestes últimos anos um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa. O seu trabalho sobre a língua permite-lhe obter uma grande expressividade, por meio da qual comunica aos leitores todo o drama da vida em Moçambique após a independência. Estreou-se nos contos e numa nova maneira de falar - ou "falinventar" - português, que continua a ser o seu "ex-libris". Nesta categoria de contos publicou:

Vozes Anoitecidas (Grande Prémio da Ficção Narrativa em 1990, ex aequo)
Cada Homem é uma Raça, Estórias Abensonhadas, Contos do Nascer da Terra, Na Berma de Nenhuma Estrada, O Fio das Missangas

Pepetela (Artur Pestana, Benguela, 1941)

«A ideia de angolanidade está presente em toda a sua obra mas de forma tão natural que não a condiciona do ponto de vista literário. Pepetela está a escrever não sobre Angola. Ele está escrevendo Angola, essa que há mas que ainda não existe, a sonhada e a geradora de sonhos. »

Mia Couto sobre Pepetela



No Pátio de Letras encontra estas e muitas outras obras destes autores


23/07/08

Na cozinha dos Artistas



Um livro que dificilmente encontrará fora do Pátio de Letras... e, naturalmente, do Centro Cultural de São Lourenço.

«40 artistas, portugueses e estrangeiros, todos dotados de uma personalidade artística distinta e de uma linguagem singular, responderam ao convite do Centro Cultural de São Lourenço, revelando a sua receita preferida.
Para ilustrar esta receita aceitaram realizar uma obra de arte fora do seu contexto de trabalho habitual, uma obra que seria relacionada à arte culinária, destinada a ser reproduzida no livro e exposta nas salas do Centro durante um determinado período (inaugurou a 3o de Março de 2007).
O resultado foi uma compilação heterogénia de receitas e obras. Daí o seu interesse e a sua originalidade. Além de divulgar uma receita e uma obra de cada artista, o livro permite um olhar discreto-indiscreto na cozinha destes, mostrando-os a trabalhar com a panela e a colher em vez do pincel e do lápis.
O livro, repleto de cores e de imagens, é editado em três línguas: Português, Inglês e Alemão. Tem um prefácio de Gigi, homem conhecido nos meios gastronómicos Algarvios e sobretudo, amigo dos artistas e do Centro.»

Happy Hour CONTOS


20/07/08

vivalgarve

Reportagem e fotografias de Bruno Filipe Pires
(suplemento cultural Vivalgarve - Jornal Viva 1 2 3)


Para ler, clicar nas imagens
ou directamente neste link

Bruno Pires

Bruno Pires

16/07/08

Happy Hour no Pátio de Letras


Até 31 de Outubro, todas as 6ªas e sábados das 20h00 às 23h00.

Um tema em destaque/preços promocionais nos livros

esta semana, dias 18 e 19, o tema alternativas

nas páginas dos livros

tertúlia com os escritores e apresentação do nº 2 da Revista Sulscrito

sábado 19, V. Real de Sto. António, 18h00

para mais informações clicar na imagem

infantil/juvenil no Pátio de Letras


pátio de letras

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temas no Pátio de Letras

(clique na imagem e aumente-a...)


pátio de letras

pátio de letras


agradecimentos e galeria de fotos

A todos quantos partilharam connosco o momento simbólico da abertura ao público do Espaço de Memória-Pátio de Letras, a todos quantos, não podendo estar presentes, nos enviaram palavras de incentivo e, finalmente, aos que tomaram a iniciativa de divulgar a inauguração, muito obrigado.
Uma palavra especial de apreço ao adf do blog A Defesa de Faro, ao pecas do blog Faroeste, aos colaboradores do Sulscrito e do Texto-Al, pelo apoio à divulgação.


galeria de fotos...»


inauguração: algumas das palavras ditas


(clicar na imagem para aumentar)


Tudo começou há vinte anos: decidi então juntar à vida que já tinha vivido como advogado, uma outra, a aventura da escrita.
O tema surgiu, como tanto do que é importante na vida, de um acaso.
Comecei a escrever artigos na imprensa, assinando-os com parte do meu nome: Chamo-me José António Rebelo da Silva Barreiros, assinava como António Rebelo da Silva. Simbolicamente era parte de mim que assim se representava, a mostrar que restava o outro, para o qual sobejavam os nomes de José Barreiros.
Um dia, ganhei ânimo e juntei tudo em livro. Felizmente está esgotado, porque é daquelas obras que não nos envergonham, fazem-nos apenas sentir um acesso de timidez pela sua ingenuidade. Chama-se A Lusitânia dos Espiões.
Foi assim que surgiu este interesse pela guerra secreta em Portugal, entre 1939-1945. Verdadeiramente não sei porquê, mas na vida nem tudo tem explicação, porque há o mistério.
(...)
Ao longo de todos estes anos, e vinte anos é uma vida, fui comprando livros, ouvindo testemunhos, reunindo documentos. Viajei. Fui e tenho sido o mecenas desta minha devoção.
(...)
Eis porque surge este Espaço de Memória. Ele é um dos primeiros actos de despojamento do que reuni na vida, restituindo, organizado, o que encontrei disperso.
Todo o acervo documental que agora existe, e que irá doravante ser aumentado, ficará aqui, nesta cidade de Faro, para que possa surgir vida deste papel ressequido, para que o testemunho possa ser transmitido, qual estafeta na maratona, aos que se seguirem.
(...)
Este Espaço de Memória é o fecho lógico de um trajecto que começou pela escrita.
Uns anos depois de ter dado à estampa a minha primeira obra, tentei a aventura de ser editor dos meus próprios livros, para que pudesse encontrar esse alguém que desse a este esforço de investigação a resposta pronta e interessada que o meu empenhamento reclamava.
Devo à Liliana o inestimável contributo que permitiu criá-la, a esse pequena editora, trabalhando afincadamente para que ela exista, fazendo comigo todo o trabalho do mais nobre ao mais braçal, sacrificando o tempo, mobilizando ambos o esforço, o capital, a raiva de querer conseguir. Arriscámos tudo nesse projecto, vivemos maus momentos para que a obra fosse possível.
Nasceu assim «O Mundo em Gavetas», um projecto que desde logo ambicionou editar outros autores, abranger outros temas e que espera fazê-lo, assim o tempo nos permita organizarmo-nos. Só que o nosso modo de organizar é criar mais um andar em cima de um outro que ainda está em obras, como se o céu fosse o limite e as forças infinitas.
(...)
O Espaço de Memória, quer ser uma oportunidade de convívio cultural.
A mediocridade sente-se quando as pessoas falam de pessoas em vez de coisas, a grandeza pressente-se quando as pessoas falam enfim de ideias.
À vossa volta, uma livraria, um centro de exposições, uma oportunidade à fraternidade intelectual.

José António Barreiros

11/07/08

nova edição O Mundo em Gavetas

A nossa carteira de títulos vai-se enriquecendo...


O Mundo em Gavetas

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Sonia Cabanãs - óleos


Sonia Cabañas-Pátio de Letras

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um projecto cultural



Tudo começou com a escrita de um livro: A Lusitânia dos Espiões. Incipiente, reunia os primeiros escritos de José António Rebelo da Silva Barreiros sobre a guerra secreta em Portugal e colónias, entre 1939-1945.

Seguiu-se uma pesquisa histórica. O seu autor não é historiador, mas o História é património de quem puder receber o testemunho do que foi.

Seguiram-se os livros: O Espião Alemão em Goa, Rogério de Menezes - o homem das cartas de Londres.

O autor, José António Barreiros, reuniu esforços com a farense Liliana André Teles Palhinha e assim

nasceu a editora O Mundo em Gavetas. A saga de publicações sobre o tema continuou:

Nathalie Sergueiew - uma agente dupla em Lisboa (17 Maio 2006)

O 13º Passageiro ( 31 Janeiro 2007)

O Homem da Praia dos Coelhos (12 Outubro 2007)

ooFleming - Ensaio sobre a Imortalidade (12 Julho 2008).

Para a sua escrita e para a dos que se seguirão juntou-se um acervo de livros e de documentos, já relevante e que todos os dias aumenta.

Podíamos tê-lo encerrado para benefício privado; queremo-lo público, para benefício da colectividade dos interessados.

Nascerá assim um Espaço de Memória. Nele será exposto mais do que o se relaciona com esses tempos conturbados em que a «neutralidade geométrica» portuguesa tornou Portugal o destino de tanto refugiado, quantos exilados e num ninho de espiões.

Será toda uma época cuja lembrança faz sentido aos que a viveram e mostra aos contemporâneos o mundo de ontem.

Mas a actividade editorial e de divulgação cultural que queremos levar a cabo não se esgota nestas específicas temáticas. Se fosse assim, estaríamos a reduzir o futuro ao que foi o passado.

Para além da organização de exposições sobre outras histórias da História, sobre Literatura, Cinema, Artes plásticas ... estamos a montar uma livraria generalista (onde, naturalmente, aqueles temas mais específicos não serão esquecidos), em crescimento diário e também já aberta ao público. A Literatura é universal mas a nossa gente terá nela lugar de destaque.

Dispondo de um pátio ao ar livre, arborizado, que em breve terá apoio de bar, mais do que um mero local de exibição de exposições e de venda de livros, pretendemos fazer do Espaço de Memória-Pátio de Letras um local de troca de ideias, quer pela escolha das obras à disposição do público, quer pelas actividades de informação, divulgação, tertúlia, debate... que pretendemos levar a cabo.

Um amigo da primeira hora vaticinou que este espaço seria «um caravansaii para os que acreditam que o nosso sol, as nossas praias, os nossos montes, este céu azul, esta luz mágica e marítima, o ar doce que vem da serra com o perfume das laranjeiras e do medronho são compatíveis com um pouco de sombra, com um livro, um disco, um quadro, quiçá um copo».

É esse o nosso sonho.